Bolsas de NY sobem após CPI e resultados trimestrais de bancos
Bolsas de NY sobem após CPI e resultados de bancos

As bolsas de Nova York encerraram em alta nesta terça-feira (14), impulsionadas por dados de inflação ao consumidor (CPI) mais fracos do que o esperado e pela divulgação de resultados trimestrais positivos de grandes bancos americanos. O Dow Jones subiu 1,2%, o S&P 500 avançou 1,4% e o Nasdaq registrou ganho de 1,8%.

CPI abaixo do esperado alivia pressão sobre Fed

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,1% em junho na comparação mensal, abaixo da previsão de 0,2%. Na base anual, a inflação ficou em 3,0%, contra expectativa de 3,1%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% no mês e 4,8% em 12 meses, ambos ligeiramente abaixo das projeções.

"Os dados de inflação mais fracos reforçam a visão de que o Federal Reserve pode encerrar o ciclo de alta de juros mais cedo do que o previsto", disse o analista do banco XYZ. A leitura do CPI veio na esteira de um mercado de trabalho ainda aquecido, mas com sinais de arrefecimento.

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Bancos superam expectativas no segundo trimestre

Os resultados trimestrais de grandes instituições financeiras também impulsionaram o mercado. O JPMorgan Chase reportou lucro de US$ 14,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 67% ante o mesmo período do ano anterior, superando as estimativas de analistas. A receita cresceu 34%, para US$ 41,3 bilhões, impulsionada pelo aumento das taxas de juros.

O Wells Fargo registrou lucro de US$ 5,8 bilhões, alta de 57%, enquanto o Citigroup reportou lucro de US$ 4,6 bilhões, acima das expectativas. "Os resultados mostram que os bancos estão se beneficiando do ambiente de juros mais altos e de uma economia resiliente", afirmou o CEO de um dos bancos.

Setor de tecnologia acompanha alta geral

As ações de tecnologia também subiram, com destaque para a Nvidia (+3,2%) e a Microsoft (+2,1%), em meio ao otimismo com inteligência artificial. O setor foi impulsionado ainda pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, com o rendimento da nota de 10 anos recuando para 3,86%.

O índice VIX, conhecido como "índice do medo", caiu 5,2%, para 13,8 pontos, sinalizando maior apetite ao risco entre os investidores.

Impacto nos mercados globais

A alta em Wall Street teve repercussão positiva nos mercados europeus e asiáticos. O índice Stoxx 600 europeu fechou em alta de 0,9%, enquanto o Nikkei japonês subiu 1,5%. No Brasil, o Ibovespa avançou 0,8%, influenciado pelo otimismo externo e pela queda do dólar ante o real, que recuou 0,5%, para R$ 4,85.

"A combinação de inflação mais baixa e balanços fortes dos bancos cria um cenário favorável para ativos de risco no curto prazo", avaliou um estrategista de investimentos.

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