Em meio ao cenário eleitoral incerto, a Verde Asset Management identifica na Bolsa brasileira o ativo com maior potencial de assimetria no momento. Luiz Parreiras, gestor da casa, explicou que o fundo está evitando posições direcionais no mercado de juros, mas enxerga nas opções sobre ações uma forma eficiente de capturar um eventual rali pós-eleitoral.
Bolsa como ativo assimétrico
Segundo Parreiras, a Bolsa é o ativo brasileiro com maior assimetria que ele consegue se posicionar agora. A assimetria refere-se à relação entre o potencial de alta e o risco de baixa. No caso de uma vitória da direita, o mercado poderia se empolgar com uma queda importante na taxa de juros, o que impulsionaria as ações. Por outro lado, em um cenário adverso, a queda seria limitada, dado que o mercado já incorpora riscos.
Estratégia com opções
A Verde Asset não está tomando posições direcionais nos juros, mas utiliza opções sobre ações para apostar em um rali. Parreiras destacou que as opções permitem capturar a alta com menor capital em risco, adequando-se à visão de que o mercado pode reagir fortemente a um resultado eleitoral favorável. O fundo busca uma exposição que se beneficie de uma eventual queda de juros, sem comprometer a carteira em caso de frustração.
Contexto eleitoral e mercado
As eleições de 2022 geram expectativas sobre o rumo da política econômica. Uma vitória da direita, representada por Jair Bolsonaro, poderia trazer continuidade das reformas e redução do prêmio de risco, enquanto uma vitória da esquerda, com Luiz Inácio Lula da Silva, poderia aumentar incertezas fiscais. A Verde Asset, que administra cerca de R$ 50 bilhões, mantém uma postura cautelosa, mas aproveita as distorções de mercado.
Posicionamento atual da Verde
Além das opções, a Verde tem posições em ações de empresas com bom fundamento e proteção cambial. Parreiras afirmou que a casa não está comprada nem vendida em juros, preferindo a flexibilidade das opções. Ele também mencionou que o fundo observa oportunidades em ativos descontados, como empresas de energia e commodities.
"No caso de uma vitória da direita, achamos que o mercado poderia se empolgar com uma queda importante na taxa de juros", disse Parreiras, em entrevista ao Valor. A declaração reflete a aposta em um cenário positivo, mas com proteção contra riscos.



