O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta terça-feira (16), à medida que o acordo de paz provisório entre Estados Unidos e Irã continua reduzindo o prêmio de risco geopolítico nos mercados globais. Os investidores também mantêm o foco nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, previstas para quarta-feira (17). Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho caía 0,09%, aos 170.265 pontos.
Os mercados adotavam um tom mais moderado em relação aos desdobramentos no Golfo Pérsico diante da falta de detalhes sobre o acordo de paz. O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um acordo com o Irã trouxe inicialmente alívio aos investidores na segunda-feira, mas também coloca Washington em rota de colisão com Israel.
Por outro lado, as ações de tecnologia recebiam impulso depois de os investidores se animaram com o IPO da SpaceX no fim da semana passada, que fez suas ações saltarem quase 20% na segunda-feira, elevando o valor de mercado da empresa de exploração espacial para além da marca de US$ 2 trilhões.
O foco também começa a se voltar para a decisão de quarta-feira do Federal Reserve, na primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh. O Banco Central brasileiro também anuncia sua decisão sobre a Selic na quarta.
Na cena nacional, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgará às 11h nova pesquisa, em parceria com o Instituto MDA, sobre o cenário para eleição presidencial e dados de avaliação do governo. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na França onde participa da reunião do G7.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,12%, S&P Futuro avançava 0,08% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,27%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro operava com queda de 0,19%, aos R$ 5,057 na venda.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, com investidores avaliando o acordo entre Irã e Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio e dados da região. As vendas no varejo da China caíram pela primeira vez em mais de três anos em maio, sinalizando um aprofundamento da recessão econômica. A produção industrial, por sua vez, registrou aumento de 4,5% em maio, superando as estimativas de crescimento de 4,3%. A taxa de desemprego caiu para 5,1% em maio, em comparação com 5,2% em abril.
O banco central do Japão elevou sua taxa básica de juros para o nível mais alto em mais de 30 anos, atingindo 1%, em linha com as expectativas de economistas consultados pela Reuters.
Os preços do petróleo operavam em baixa, atingindo o nível mais baixo em três meses na terça-feira, após a forte queda de segunda-feira, enquanto os investidores continuam aguardando mais detalhes sobre o acordo entre os EUA e o Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio.
As cotações do minério de ferro fecharam no vermelho, após novos dados de vendas de casas na China e de produção de aço bruto sinalizarem um consumo fraco de aço.



