O Ibovespa interrompeu a alta e fechou em queda de 0,7% nesta quarta-feira, influenciado pelos sinais conservadores do Federal Reserve (Fed). O dólar comercial subiu 0,41%, superando a marca de R$ 5,10, em meio à cautela dos investidores com a política monetária americana e a expectativa pela reunião do Copom.
Fed mantém juros, mas tom duro gera cautela
O Fed decidiu manter as taxas de juros inalteradas, mas o tom duro adotado na comunicação e a revisão das projeções de inflação elevaram a cautela nos mercados globais. Em sua primeira coletiva, o presidente do Fed, Warsh, anunciou uma força-tarefa em cinco áreas da política monetária, sinalizando que o banco central americano não pretende afrouxar a política tão cedo.
Impacto nos mercados brasileiros
No Brasil, o Ibovespa sentiu o peso do cenário externo adverso e fechou em queda de 0,7%, aos 125.000 pontos. As ações mais sensíveis aos juros americanos, como as de tecnologia e consumo, lideraram as perdas. O dólar, por sua vez, avançou para R$ 5,10, refletindo a fuga de capital para a moeda americana em busca de segurança.
Acordo EUA-Irã reduz ruído, mas não sustenta rotação
O acordo entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio temporário ao mercado, reduzindo o ruído geopolítico. No entanto, o movimento de rotação para ações de consumo na B3 não se sustentou, e os investidores seguiram cautelosos. O petróleo fechou em alta, impulsionado pela redução dos estoques e pelas especulações sobre o acordo.
Outros destaques do dia
- Compass (PASS3): Quatro bancos iniciaram cobertura com recomendação de compra, e a ação subiu forte.
- Jalles Machado (JALL3): Teve prejuízo de R$ 50,9 milhões no 4º trimestre, alta de 498,8% na comparação anual.
- FIDCs: Bateram R$ 41 bilhões até maio, encurtando a distância para as debêntures.
- FII SNEL11: Lançou nova oferta de até R$ 2,3 bilhões para expandir portfólio.
Cenário político e outras notícias
Na política, o presidente Lula afirmou que "nunca foi esquerdista" durante reunião com a diretora-geral do FMI no G7. A Defesa confirmou que uma arma apreendida pertence a Bolsonaro e explicou a retirada da peça. Já Flávio Bolsonaro acusou o ministro Moraes de promover "vingança pessoal" contra Eduardo Bolsonaro no STF.
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