O Ibovespa fechou em alta de 1,2% nesta quarta-feira (14), aos 128.500 pontos, impulsionado pelo bom humor nos mercados externos e pela valorização das ações da Petrobras. O dólar comercial recuou 0,8%, cotado a R$ 5,40, acompanhando o movimento de enfraquecimento da moeda americana no exterior.
Petrobras lidera ganhos
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) subiram 2,3%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 1,9%. O movimento foi atribuído à alta do petróleo no mercado internacional, com o barril do Brent sendo negociado acima de US$ 85. Segundo analistas da XP Investimentos, a estatal também se beneficiou de declarações do ministro de Minas e Energia sobre a política de preços.
Exterior positivo
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 subiu 0,9%, e o Nasdaq avançou 1,1%, com investidores reagindo a dados de inflação abaixo do esperado. O índice de preços ao consumidor (CPI) de junho subiu 0,1% ante maio, contra previsão de 0,2%. Isso reforçou expectativas de que o Federal Reserve possa cortar juros em setembro.
Dólar e juros futuros
O dólar caiu frente ao real, refletindo o fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa. No mercado de juros futuros, as taxas recuaram: o DI para janeiro de 2027 caiu de 12,85% para 12,78%. O movimento foi generalizado, com a curva inteira apresentando queda. Para o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, “o mercado precifica cada vez mais a chance de um corte na Selic ainda neste ano”.
Destaques do dia
- Vale (VALE3) subiu 0,7%, com o minério de ferro estável na China.
- Itaú Unibanco (ITUB4) fechou em alta de 0,5%, acompanhando o setor bancário.
- Magazine Luiza (MGLU3) disparou 4,2%, liderando ganhos entre varejistas, após relatório de recomendação de compra do Credit Suisse.
O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 24,5 bilhões, acima da média diária de R$ 22 bilhões. No mês, o Ibovespa acumula alta de 2,8%.



