Bolsas de NY oscilam com alívio do petróleo e balanços trimestrais
Bolsas de NY oscilam com alívio do petróleo e balanços

As bolsas de Nova York operam sem direção única nesta quinta-feira (24), com investidores avaliando a queda nos preços do petróleo e a divulgação de resultados trimestrais de grandes empresas. O Dow Jones recuava 0,2%, enquanto o S&P 500 subia 0,1% e o Nasdaq avançava 0,3% por volta das 11h (horário de Brasília).

Alívio nos preços do petróleo impacta setor de energia

O petróleo Brent caía 1,5%, para US$ 82,00 o barril, após dados mostrarem aumento nos estoques nos Estados Unidos. A queda pressionava ações de empresas de energia, como Exxon Mobil (-1,2%) e Chevron (-0,9%). Por outro lado, o alívio nos custos de combustível beneficiava setores como transportes e aviação, com United Airlines subindo 2,1%.

Segundo analistas do Bank of America, a redução nos preços do petróleo pode sinalizar uma desaceleração da demanda global, mas também alivia pressões inflacionárias. "O mercado de petróleo está reagindo a sinais de oferta adequada e demanda moderada", afirmou o estrategista de commodities Francisco Blanch.

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Resultados trimestrais mistos guiam setores

No front corporativo, a Tesla divulgou lucro líquido de US$ 2,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 20% ante o mesmo período de 2025, superando expectativas. As ações da montadora subiam 4,5%. Em contrapartida, a IBM reportou receita abaixo do esperado, com queda de 2% nas vendas de software, levando os papéis a caírem 3,8%.

O setor financeiro também teve desempenho misto: o JPMorgan Chase subia 0,5% após balanço robusto, enquanto o Goldman Sachs recuava 0,3% com receita de trading menor. "Os resultados mostram uma economia resiliente, mas com desafios setoriais", comentou o analista do Goldman Sachs, David Kostin.

Dados econômicos e perspectivas

Nos indicadores, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 218 mil, abaixo das expectativas de 225 mil, reforçando a solidez do mercado de trabalho. Já as vendas de imóveis novos recuaram 1,2% em junho, para 680 mil unidades anualizadas, sinalizando desaceleração no setor habitacional.

O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos operava estável em 4,12%, enquanto o dólar subia 0,2% ante uma cesta de moedas. "Os investidores estão cautelosos, aguardando os dados de inflação PCE na sexta-feira", afirmou o economista-chefe do JPMorgan, Michael Feroli.

Impacto nos mercados globais

Na Europa, as bolsas fecharam em alta, com o Stoxx 600 subindo 0,5%, impulsionado por resultados positivos de empresas como LVMH e SAP. Na Ásia, o Nikkei japonês caiu 0,8% com a valorização do iene, enquanto o Shanghai Composite subiu 0,3% com estímulos do governo chinês.

No Brasil, o Ibovespa operava em queda de 0,4%, aos 124.500 pontos, pressionado pela baixa do petróleo e incertezas fiscais. A Petrobras recuava 1,5% acompanhando o movimento externo.

O mercado de criptomoedas também refletia o cenário: o Bitcoin caía 1,2%, para US$ 67.300, enquanto o Ethereum recuava 0,8%. "A correlação com ativos de risco continua forte", disse o analista da CoinDesk, Omkar Godbole.

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