As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira (13), impulsionadas por um alívio nas tensões geopolíticas e por dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado. O índice Stoxx 600, que reúne as 600 maiores empresas da Europa, subiu 1,2%, aos 512,34 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,9%; em Frankfurt, o DAX ganhou 1,1%; e em Paris, o CAC 40 teve alta de 1,0%.
Alívio geopolítico impulsiona mercados
O principal motor do dia foi o anúncio de uma trégua comercial entre Estados Unidos e China, após semanas de escalada retórica. O presidente americano e o líder chinês concordaram em retomar as negociações em setembro, evitando novas tarifas por enquanto. Segundo analistas do banco UBS, "a notícia reduziu significativamente o prêmio de risco geopolítico nos preços dos ativos europeus".
Inflação nos EUA reforça apetite por risco
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) de junho subiu 0,1% ante maio, abaixo da expectativa de 0,2%. O núcleo do PPI, que exclui alimentos e energia, ficou estável. O dado reforçou a aposta de que o Federal Reserve pode cortar juros ainda este ano, favorecendo ativos de risco. "A inflação mais baixa dá ao Fed mais espaço para afrouxar a política monetária", comentou o economista-chefe do ING, James Knightley.
Setores de tecnologia e luxo lideram ganhos
Na Europa, os setores de tecnologia e bens de luxo foram os maiores beneficiados. A ASML, fabricante holandesa de equipamentos para chips, subiu 3,2%, enquanto a LVMH, gigante francesa de luxo, avançou 2,8%. O setor de energia também teve desempenho positivo, com alta de 1,5% no índice do setor, acompanhando a recuperação do petróleo.
Dados econômicos europeus mistos
Na agenda europeia, a produção industrial da zona do euro caiu 0,6% em maio, contra expectativa de queda de 0,4%. Apesar do dado fraco, o impacto foi limitado, com investidores focados nos fatores externos. "O mercado está olhando além dos números fracos, pois acreditam que a trégua comercial pode reverter parte da desaceleração", afirmou o estrategista do Barclays, Emmanuel Cau.
Perspectivas para a próxima semana
Para a próxima semana, o foco volta-se para a reunião do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira, que deve manter as taxas inalteradas, mas pode sinalizar um corte em setembro. Além disso, investidores acompanham a temporada de balanços nos EUA, com grandes bancos como Goldman Sachs e Bank of America divulgando resultados.



