O Wells Fargo reportou lucro líquido de US$ 5,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 17% em comparação aos US$ 4,96 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas de analistas consultados pela Refinitiv, que projetavam lucro de US$ 5,3 bilhões.
Receita e desempenho operacional
A receita total do banco cresceu 8%, para US$ 21,3 bilhões, impulsionada principalmente pelo aumento da receita líquida de juros, que subiu 11% para US$ 13,4 bilhões. A margem financeira líquida expandiu para 2,78%, ante 2,61% um ano antes, beneficiada pelo ambiente de juros altos nos Estados Unidos.
As receitas com tarifas e comissões avançaram 5%, para US$ 7,9 bilhões, com destaque para taxas de administração de ativos e corretagem. Já as despesas operacionais totais ficaram em US$ 14,2 bilhões, praticamente estáveis ante o segundo trimestre de 2025.
Provisões e qualidade de crédito
O banco reduziu as provisões para perdas com empréstimos para US$ 1,1 bilhão, uma queda de 22% na comparação anual, refletindo a melhora na qualidade do crédito e a menor inadimplência. O índice de inadimplência líquida caiu para 0,32%, ante 0,41% no mesmo trimestre de 2025.
“Estamos satisfeitos com o desempenho do trimestre, que demonstra a força de nosso modelo de negócios e o progresso contínuo em nossa estratégia de transformação”, afirmou o CEO do Wells Fargo, Charlie Scharf, em comunicado oficial.
Impacto no mercado
As ações do Wells Fargo subiram 2,3% no pré-mercado de Nova York após a divulgação dos resultados. O banco também anunciou a recompra de US$ 6 bilhões em ações no trimestre, elevando o total de recompras no ano para US$ 18 bilhões.
Com o resultado, o Wells Fargo se junta a outros grandes bancos americanos que reportaram lucros acima do esperado neste trimestre, como JPMorgan Chase e Citigroup, reforçando a resiliência do setor financeiro diante do cenário econômico.



