Uma nova febre tomou conta do mercado de renda fixa no Brasil: produtos que oferecem rentabilidade de até CDI+5% estão atraindo investidores em busca de retornos elevados. No entanto, especialistas alertam que é preciso cautela, pois esses ativos podem esconder riscos significativos.
O que está por trás da alta rentabilidade
Esses colossos da renda fixa, como são chamados, geralmente são emitidos por empresas de médio e grande porte que precisam captar recursos. Para atrair investidores, oferecem prêmios acima do CDI, mas isso reflete um risco de crédito maior. Segundo analistas, é essencial analisar a saúde financeira da emissora antes de aplicar.
Riscos e cuidados necessários
O principal risco é o de calote. Mesmo com ratings de crédito, empresas podem enfrentar dificuldades. Além disso, a liquidez pode ser menor em momentos de estresse. O investidor deve diversificar e não concentrar todo o capital nesses títulos. “É fundamental entender que retorno maior vem com risco maior”, afirma um gestor de recursos.
Comparação com outras opções
Enquanto o Tesouro Direto oferece IPCA+ a níveis atrativos, esses papéis privados podem render mais, mas com menos segurança. Para quem tem perfil conservador, a recomendação é manter a maior parte em títulos públicos.



