O Santander atingiu a marca de 76,2 milhões de clientes no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado pelo banco nesta quinta-feira (29). A expansão foi puxada principalmente pela América Latina, que respondeu por 60% dos novos clientes.
Desempenho por região
Na América Latina, o número de clientes subiu 7,8%, para 45,6 milhões, com destaque para Brasil e México. Já na Europa, o crescimento foi de 2,1%, chegando a 30,6 milhões de clientes. Nos Estados Unidos, a base manteve-se estável em 1,2 milhão.
O presidente do Santander, Héctor Grisi, afirmou em comunicado: “Os resultados refletem nossa estratégia focada em expansão orgânica e digitalização. A América Latina continua sendo um motor de crescimento essencial.”
Impacto nos resultados financeiros
O aumento da base de clientes contribuiu para um crescimento de 6,8% na receita total do banco no trimestre, para R$ 45,2 bilhões. O lucro líquido subiu 4,2%, alcançando R$ 11,3 bilhões. O índice de eficiência melhorou 1,2 ponto percentual, para 46,5%.
O diretor financeiro, Carlos Moreno, destacou que a aquisição de clientes de maior rentabilidade impulsionou o resultado. “Conseguimos atrair clientes com perfil de crédito mais sólido e maior uso de produtos digitais, o que aumenta o cross-selling”, disse.
Transformação digital
O banco reportou que 68% dos novos clientes foram captados por canais digitais, um recorde histórico. O aplicativo Santander registrou 32 milhões de usuários ativos mensais, alta de 12% ano a ano. As transações via mobile cresceram 18%, representando 74% do total de operações.
Grisi reforçou a importância da tecnologia: “A digitalização nos permite escalar serviços personalizados sem abrir mão da segurança. Investimos R$ 8 bilhões em tecnologia no primeiro semestre.”
O banco projeta alcançar 80 milhões de clientes até o final de 2027, com foco na integração de inteligência artificial nos processos.



