A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, enfrenta um desafio financeiro crítico para salvar o Banco de Brasília (BRB). Em reunião marcada para esta segunda-feira com Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central, a chefe do executivo local busca destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A operação, que visa capitalizar o banco estatal, conta com a mediação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e prevê a entrada de um grupo de bancos como fiadores.
Déficit bilionário e operações controversas
O BRB acumula um déficit patrimonial significativo, originado por operações de risco com o Banco Master, instituição que enfrenta dificuldades financeiras. O aporte do FGC é considerado essencial para evitar uma intervenção ou liquidação do banco, que tem forte presença no Distrito Federal e atua como agente financeiro do governo local. O prazo para fechar o contrato é 31 de julho, o que aumenta a urgência das negociações.
Resistência dos bancos privados
Bancos privados como Bradesco e Itaú têm resistido a participar como fiadores sem garantias adicionais. Eles exigem que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal entrem como avalistas, o que gerou impasse. A governadora Celina Leão tenta convencer os envolvidos a aceitar um modelo de garantias que não sobrecarregue as instituições públicas. Segundo fontes, a reunião com Galípolo pode definir os próximos passos, incluindo a possibilidade de o Banco Central flexibilizar regras para viabilizar a operação.
Mediação de Luiz Fux
O ministro Luiz Fux, do STF, atua como mediador do acordo, buscando equilibrar os interesses das partes. A participação do STF ocorre após o BRB ter recorrido à Corte para garantir o empréstimo. Fux já sinalizou que a solução deve preservar a estabilidade do sistema financeiro e evitar prejuízos aos correntistas. A operação é complexa, pois envolve recursos do FGC, que é um fundo privado mantido por contribuições de bancos, mas gerido pelo Banco Central.
Impactos para o Distrito Federal
Caso o empréstimo não seja concretizado, o BRB pode enfrentar sérias dificuldades, afetando serviços bancários no DF e colocando em risco investimentos do governo local. A capitalização é vista como essencial para manter a saúde financeira do banco, que tem cerca de 2 milhões de clientes. A governadora Celina Leão afirmou que a situação é desafiadora, mas confia na mediação do STF para chegar a um acordo. A reunião de hoje é crucial para definir o futuro do BRB e a confiança no sistema financeiro regional.



