A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC) submeteu à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) um pedido para incluir um teste genético no rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde. O exame, que analisa mutações em genes como BRCA1 e BRCA2, pode auxiliar na decisão terapêutica do câncer de mama e gerar economia de até US$ 26 milhões em cinco anos para o sistema de saúde suplementar brasileiro.
Evidências clínicas e econômicas
O pedido é baseado em estudos que demonstram a eficácia do teste na identificação de pacientes com maior risco de desenvolver a doença ou que podem se beneficiar de terapias-alvo. Segundo a SBPC, a incorporação do exame pode evitar tratamentos desnecessários e reduzir custos com quimioterapia e internações. “A inclusão desse teste no rol da ANS representa um avanço na medicina personalizada e na sustentabilidade do sistema”, afirma o presidente da SBPC.
Impacto financeiro
Uma análise econômica realizada pela entidade estima que, em cinco anos, a economia potencial chega a US$ 26 milhões, considerando apenas o setor de saúde suplementar, que atende cerca de 50 milhões de brasileiros. O cálculo leva em conta a redução de procedimentos invasivos, como biópsias e mastectomias profiláticas, e o uso mais racional de medicamentos de alto custo.
Próximos passos
A ANS deve avaliar o pedido nos próximos meses, com base em critérios de eficácia, segurança e relação custo-benefício. Caso aprovado, o teste genético passará a ser coberto pelos planos de saúde, beneficiando milhares de pacientes com câncer de mama no Brasil.



