Supermercados longe da meta de ovos livres de gaiolas; entenda
Supermercados longe da meta de ovos livres de gaiolas

Os supermercados brasileiros estão distantes da meta de comercializar apenas ovos de galinhas criadas livres de gaiolas até 2028. Dados do Observatório do Ovo, entidade que defende o bem-estar animal, indicam que 64% das redes varejistas estagnaram ou reduziram a venda desse tipo de ovo nos últimos anos. A falta de regulamentação específica e entraves logísticos são apontados como os principais obstáculos para a transição.

Desafios logísticos e falta de regulamentação

De acordo com o Observatório do Ovo, a ausência de uma norma federal que padronize a produção e a comercialização de ovos livres de gaiolas gera insegurança tanto para produtores quanto para varejistas. Sem regras claras, muitos supermercados hesitam em investir na mudança. Além disso, a logística de distribuição é mais complexa, pois as granjas certificadas ainda são escassas e concentradas em poucas regiões do país.

Cenário atual e perspectivas

O levantamento mostra que, apesar do crescimento da demanda por produtos mais sustentáveis, a oferta de ovos livres de gaiolas ainda é limitada. O custo mais elevado para o consumidor também é um fator que desacelera as vendas. No entanto, especialistas apontam vantagens como menor risco de infecções bacterianas e ovos com casca mais resistente. A meta de 2028, assumida por várias redes, exige investimentos em infraestrutura e parcerias com produtores.

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“A regulamentação traria segurança jurídica e estimularia a conversão dos sistemas de produção”, afirma representante do Observatório do Ovo. Enquanto isso não ocorre, o setor aguarda avanços que possam equiparar o Brasil a mercados como o europeu, onde a transição já é mais consolidada.

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