A produção têxtil no Brasil registrou alta de 6,8% em 2024, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). O avanço é sustentado pelo fortalecimento das marcas brasileiras, pela valorização da fabricação local e pela expansão do private label (produção de peças para terceiros).
Crescimento impulsionado por marcas nacionais e private label
Segundo a Abit, o aumento da produção reflete a preferência do consumidor por produtos nacionais e a estratégia de marcas que buscam terceirizar a confecção para empresas especializadas. O private label tem ganhado espaço, permitindo que e-commerces e novos empreendedores da moda ofereçam coleções sem a necessidade de estrutura fabril própria.
Confecções ampliam capacidade produtiva
Em Brusque (SC), a Brunx Ind. analisa como as confecções estão ampliando a capacidade produtiva para atender à demanda crescente. “As marcas estão cada vez mais focadas em design e marketing, deixando a produção para confecções como a nossa, que investem em tecnologia e escala”, afirma o diretor da Brunx Ind., João Silva (nome fictício para exemplo). A empresa registrou aumento de 12% na produção no último trimestre.
Impacto no mercado de trabalho e na economia local
O crescimento da produção têxtil também se reflete na geração de empregos. Dados da Abit indicam que o setor emprega mais de 1,5 milhão de trabalhadores no Brasil. Em Brusque, a expansão das confecções tem aquecido a economia local, com aumento na contratação de costureiros e profissionais de logística.
Perspectivas para o setor
A expectativa da Abit é de que a produção continue crescendo em 2025, impulsionada pela demanda interna e pela busca por produtos sustentáveis. A associação também destaca a importância da inovação tecnológica para manter a competitividade do setor.



