Em reunião da câmara setorial da pecuária, entidades do setor defenderam que as restrições ao uso de antimicrobianos sejam aplicadas apenas para o mercado europeu. A posição foi unânime entre os participantes, que concordaram que o Brasil deve buscar a reabertura do mercado europeu por meio da adesão ao Protocolo de Exportação criado pelo Ministério da Agricultura.
Setor defende foco no mercado europeu
Durante o encontro, representantes de associações e sindicatos rurais argumentaram que as exigências sanitárias da União Europeia são específicas e não devem ser estendidas a outros mercados. Segundo eles, a adoção de medidas restritivas de forma geral poderia encarecer a produção e prejudicar a competitividade do setor.
“Precisamos de um protocolo direcionado, que atenda às demandas europeias sem impactar negativamente nossas exportações para outros países”, afirmou o presidente de uma das entidades presentes. A declaração reflete a preocupação do setor em manter a diversificação de mercados.
Protocolo de Exportação como solução
O Protocolo de Exportação, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, estabelece critérios sanitários e de rastreabilidade para a carne brasileira. A adesão ao protocolo é vista pelo setor como o caminho mais viável para retomar as exportações para a Europa, suspensas devido a questionamentos sobre o uso de antimicrobianos.
“O protocolo é uma ferramenta moderna e alinhada com as exigências internacionais. Nossa adesão demonstra compromisso com a qualidade e a segurança alimentar”, destacou um representante do ministério presente na reunião.
Impactos da decisão
A posição do setor pecuarista visa evitar que medidas restritivas se espalhem para outros mercados compradores, como China e Estados Unidos. O Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo, e qualquer alteração nas regras de produção pode afetar significativamente a balança comercial.
Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país exportou mais de 2 milhões de toneladas de carne bovina em 2022. A Europa representa cerca de 15% dessas exportações. A reabertura desse mercado é considerada estratégica para o setor.



