Para analistas do Safra, o programa Minha Casa Minha Vida se consolidou como um “porto seguro” para o setor de construção residencial no Brasil. Mesmo com a recente queda na Bolsa de Valores, os fundamentos do mercado de habitação popular permanecem sólidos, impulsionados por demanda estrutural e ampliação do acesso ao crédito.
Demanda estrutural sustenta o setor
Segundo relatório do banco Safra, a demanda por moradias no país continua aquecida, especialmente no segmento de baixa renda. O déficit habitacional estimado em mais de 5,8 milhões de unidades, aliado às condições favoráveis de financiamento, mantém o ritmo de lançamentos e vendas. “O Minha Casa Minha Vida funciona como um amortecedor para as construtoras, garantindo fluxo de caixa previsível”, destacam os analistas.
Crédito e seletividade
O acesso ao crédito imobiliário, com recursos da poupança e do FGTS, tem sido um dos pilares da resiliência do setor. No entanto, os analistas do Safra alertam para a seletividade: “No segmento de moradia acessível, a seletividade se traduz em uma busca maior por projetos com proposta clara de valor, boa localização, plantas funcionais e aderência às necessidades reais das famílias.” Isso significa que as construtoras precisam focar em empreendimentos bem estruturados para capturar a demanda.
Impacto na Bolsa e perspectivas
Apesar da turbulência no mercado acionário, as ações de empresas ligadas à construção civil voltadas para o programa Minha Casa Minha Vida apresentam menor volatilidade. O Safra mantém recomendação positiva para o setor, citando a previsibilidade de receitas e o suporte governamental. “A queda na Bolsa não apaga os fundamentos do setor. A demanda estrutural e o acesso ao crédito mantêm a habitação popular no radar dos investidores”, concluem os analistas.



