Lupion diz que proposta do governo para dívida rural 'atende parcialmente'
Lupion: proposta do governo para dívida rural 'atende parcialmente'

O deputado Pedro Lupion, líder da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), afirmou que a proposta do governo federal para a renegociação de dívidas rurais "atende parcialmente" as demandas do setor, mas negou que haja um acordo fechado. A declaração foi feita após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, no Ministério da Fazenda, em Brasília.

Reunião com o ministro da Fazenda

Lupion se encontrou com Durigan para discutir os termos da medida provisória e do projeto de lei que tratam da renegociação das dívidas dos produtores rurais. Segundo o deputado, o governo apresentou ajustes, mas a proposta ainda não contempla plenamente as necessidades do setor. "A proposta atende parcialmente, mas ainda há pontos que precisam ser ajustados. Não há acordo fechado", disse Lupion.

Base de negociação: projeto aprovado pelo Senado

O parlamentar destacou que o projeto aprovado pelo Senado continua sendo a base para as negociações. Esse texto abrange produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos, como secas e enchentes, e por conflitos internacionais que impactaram os preços de insumos e commodities. O projeto original prevê descontos e prazos estendidos para pagamento, mas o governo propôs alterações que reduzem os benefícios.

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Impacto no setor agropecuário

A dívida rural total do setor é estimada em mais de R$ 100 bilhões, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A renegociação é considerada crucial para evitar a inadimplência em massa e a perda de capacidade produtiva. Lupion alertou que, sem um acordo satisfatório, muitos produtores poderão enfrentar execuções judiciais e a venda forçada de seus ativos.

Próximos passos

O líder da FPA afirmou que continuará as negociações com o governo e que espera uma contraproposta nos próximos dias. "Vamos seguir dialogando para chegar a um texto que atenda tanto o setor produtivo quanto a responsabilidade fiscal do governo", concluiu. A expectativa é que a medida seja votada no Congresso ainda neste mês.

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