O leilão de concessão de saneamento no Ceará, realizado em 30 de junho de 2026, atraiu baixo interesse do mercado. Dos cinco blocos ofertados, apenas o Bloco 1 recebeu proposta, sendo arrematado pelo Consórcio Ceará Saneamento. O investimento previsto para este bloco é de R$ 1,1 bilhão, abrangendo 23 cidades do interior do estado.
Bloco 1 é o único arrematado
O Consórcio Ceará Saneamento venceu a disputa pelo Bloco 1, que inclui municípios como Quixadá, Sobral e Crato. Os demais quatro blocos não receberam nenhuma proposta, resultando no cancelamento da venda desses lotes. A baixa atratividade foi atribuída a incertezas regulatórias e à capacidade de pagamento das populações atendidas.
Desafios do saneamento no Ceará
Atualmente, a média de cobertura de saneamento no interior do Ceará é de apenas 24%, muito abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033. O governo estadual esperava que a PPP (Parceria Público-Privada) acelerasse a universalização dos serviços, mas o resultado do leilão mostra dificuldades em atrair investidores.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura do Ceará, o contrato com o Consórcio Ceará Saneamento prevê obras de ampliação da rede de esgoto e estações de tratamento nos 23 municípios do Bloco 1. A expectativa é que as obras comecem em até seis meses.
Impacto para a população
Com apenas um bloco vendido, a maior parte do interior cearense continuará sem previsão de investimentos privados em saneamento. Especialistas apontam que a falta de interesse pode comprometer o cronograma do Marco Legal, que exige que 90% da população tenha acesso a coleta e tratamento de esgoto até 2033. O governo estuda novas modelagens para tentar atrair investidores nos blocos restantes.



