O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21) e deve trazer uma combinação de chuva frequente, temperaturas mais baixas e episódios de frio intenso para o Rio Grande do Sul. A estação segue até 22 de setembro, quando ocorre a transição para a primavera.
Primeira semana de inverno: instabilidade e frio acentuado
Logo na virada entre outono e inverno, o tempo já dá sinais do que vem pela frente. De acordo com a Climatempo Meteorologia, a primeira semana do inverno deve ser marcada por instabilidade e queda acentuada nas temperaturas. Uma nova frente fria, de maior intensidade, avança pelo país e começa a influenciar o RS já na segunda-feira (22), espalhando chuva por todo o estado.
O frio ganha força, especialmente nas madrugadas entre os dias 23 e 27 de junho, quando há previsão de temperaturas negativas em diferentes regiões e risco de geadas, que podem ocorrer com intensidade moderada a forte. Nas áreas mais elevadas da Serra, há ainda chance de precipitação invernal durante esse período inicial da estação.
El Niño: influência no comportamento do inverno
Segundo a previsão, o comportamento do inverno deste ano será influenciado por um fenômeno climático em desenvolvimento no oceano Pacífico, o El Niño, que começou a se fortalecer no início de junho. O fenômeno climático natural ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal. A expectativa é que esse evento ganhe ainda mais intensidade ao longo dos próximos meses, com os primeiros efeitos já perceptíveis durante o inverno no Brasil.
No Rio Grande do Sul, esse cenário deve resultar em uma estação com mais chuva do que o habitual. Apesar disso, a temperatura média tende a ficar dentro do padrão esperado. A maior presença de nuvens e precipitação dificulta quedas muito intensas durante a noite, mas também impede o aquecimento ao longo do dia. Com isso, a sensação predominante será de frio persistente, com tardes úmidas e temperaturas mais baixas.
Chuva frequente e tempo instável
A frequência de sistemas meteorológicos, como frentes frias e áreas de baixa pressão atmosférica, além da circulação de ventos carregados de umidade, contribui para manter o tempo instável por períodos mais prolongados. Essas condições favorecem a formação de áreas de chuva e ajudam a explicar o aumento nos volumes previstos para a estação.
O RS mapeia áreas de risco em cidades com plano de prevenção para possíveis impactos, já que a previsão de El Niño 'forte' em 2026 reacende alerta de cheias e testa preparação do estado.
Frio intenso e possibilidade de neve
Duas massas de ar frio de maior força podem avançar sobre o país em julho, uma na metade do mês e outra no final. Há também possibilidade de ocorrência de neve, especialmente nos primeiros dias do inverno e ao longo de julho. Segundo a Climatempo, mesmo com momentos de frio intenso, a tendência é de que as baixas temperaturas não se mantenham por períodos tão prolongados quanto os registrados em maio e junho, justamente por conta da maior frequência de chuva.



