Flamboyant investe R$ 1,5 bi para ampliar shopping e erguer torres em Goiânia
Flamboyant investe R$ 1,5 bi em expansão em Goiânia

O Grupo Flamboyant, de Goiânia, vai investir R$ 1,5 bilhão para ampliar o seu shopping center e erguer dois edifícios no entorno. O projeto, raro por envolver capital vultoso, é impulsionado pela força local do agronegócio, que gera famílias com alto poder aquisitivo e demanda crescente por lojas de alto padrão, incluindo grifes internacionais.

História e expansões anteriores

Inaugurado em 1981, o Flamboyant Shopping tornou-se um dos principais centros de compras do Centro-Oeste. Idealizado pelo pecuarista Lourival Louza após visitar a inauguração do Iguatemi, em 1966, na Faria Lima, o shopping foi ampliado quatro vezes, chegando a 62 mil metros quadrados de área bruta locável e 268 lojas — maior que Iguatemi ou Morumbi, na capital paulista. O empreendimento ganhou fama ao convencer grifes como Gucci, Tiffany, Armani e outras a abrirem unidades em Goiânia, marcas que até então atuavam apenas em São Paulo, Rio e Brasília.

“Essa foi a primeira vez que essas marcas foram para o interior do País”, ressalta a presidente do Flamboyant, Emmanuele Louza, neta do fundador. “Hoje, recebemos clientes de todo o Centro-Oeste e do Norte que querem consumir essas marcas, porque não têm em outra cidade”.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Dinheiro do agro e da música

Ali fica, por exemplo, a maior unidade de cosméticos da Chanel na América Latina. O shopping é frequentado principalmente por pessoas das classes A e B. Emmanuele conta que essas pessoas enriqueceram com o agronegócio e com a indústria de música sertaneja. “Em Goiânia, as pessoas andam de Porsche conversível e Rolex nas ruas. Além de tudo, é uma ilha de segurança”.

Com o shopping totalmente ocupado, o investimento de R$ 1,5 bilhão será feito para ampliar o local em 37 mil metros quadrados — acréscimo de 60% da área — visando a chegada de 86 lojas, sete restaurantes, três salas de cinema, um supermercado e um centro médico. Ao lado, haverá um prédio misto (hotel e residencial) e uma torre de escritórios, com 30 andares cada. A inauguração está prevista para 2029.

Financiamento e planos futuros

Para compor o investimento, o grupo vai usar geração de caixa do shopping, capital próprio e, possivelmente, alguma captação de recursos via financiamento bancário ou emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI). A família é dona de 100% do negócio, mas frequentemente recebe propostas de sócios estratégicos e fundos de investimento para venda de participação, conta a empresária. “Temos sido bastante assediados. As provocações acontecem o tempo todo, mas somos uma família muito patrimonialista”, relata. “Estou discutindo as opções com o diretor financeiro. Não descarto”.

Os terrenos para essa expansão pertencem à própria família Louza, que detém 8 milhões de metros quadrados em Goiânia (equivalente a 1,1 mil campos de futebol), dos quais 2 milhões ao redor do próprio shopping. A cinco minutos dali, o Grupo Flamboyant planeja construir um resort com uma mega piscina de ondas para a prática de surf. “Para nós, não faz sentido pensar em investir em outras praças. Temos muito o que fazer em Goiânia”, diz Emmanuele.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar