Epamig investe R$ 2 milhões em laboratório de óleo de café
Epamig investe R$ 2 mi em laboratório de óleo de café

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) inaugurou um laboratório dedicado à extração de óleo a partir do café em Lavras, no Sul de Minas Gerais. O Lab Óleos Café recebeu investimento de quase R$ 2 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para desenvolver tecnologias que aumentem o rendimento e reduzam os custos do processo.

Objetivo do projeto

A proposta é ampliar o aproveitamento do café e criar novas possibilidades de renda para produtores, além de estimular a inovação no setor. A iniciativa aposta em um novo uso para um dos principais produtos da região. Os grãos de café podem ser transformados em óleo com potencial de aplicação em diferentes setores, como o de cosméticos e o farmacêutico.

Tecnologia e pesquisa

O laboratório funciona dentro da Universidade Federal de Lavras (Ufla) e conta com uma tecnologia de prensagem que permite a extração do óleo a partir do grão. As pesquisas devem avaliar o uso de resíduos agroindustriais para extração de óleo. A possibilidade da utilização do café torrado também será estudada, principalmente por causa do aroma e da cor característicos da bebida.

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“O projeto tem o principal objetivo de desenvolver tecnologias para aumentar o rendimento e também diminuir o custo da extração desse óleo”, explica a coordenadora do projeto, Vânia Aparecida Silva. Os pesquisadores buscam aprimorar a técnica de prensagem do grão e filtragem do óleo mais eficiente e acessível. “Hoje, é essa tecnologia que nós temos, mas o projeto visa justamente a otimização desse processo”, afirma.

Acesso para pequenos produtores

Outro foco da pesquisa é ampliar o acesso de pequenos produtores e agroindústrias à tecnologia. “O que a gente quer é tornar esse processo acessível e incentivar a fabricação de máquinas nacionais para melhorar esse processo e agregar valor ao nosso café”, afirma a pesquisadora.

Potencial na indústria cosmética

A expectativa é que a iniciativa fortaleça a cadeia produtiva do café em Minas Gerais, agregue valor ao produto e abra novas possibilidades de mercado para o estado, referência nacional na cultura cafeeira. Atualmente, o principal destino do óleo de café é a indústria cosmética. Rico em propriedades antioxidantes e hidratantes, ele é utilizado na fabricação de produtos como xampus, condicionadores, sabonetes e hidratantes.

“O óleo de café é rico em propriedades antioxidantes, em propriedades hidratantes, então ele é usado em uma série de linhas de produtos cosméticos”, explica Vânia. A Epamig também desenvolve, em parceria com a Ufla, um projeto voltado à criação de biocosméticos, que utiliza não apenas o óleo, mas também resíduos da cadeia produtiva do café para gerar ingredientes ativos. “A gente tem uma sequência de trabalho para estimular e fazer com que Minas seja referência não só na produção, mas também na disponibilização dessa matéria-prima natural para a indústria”, diz Vânia.

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