O analista Uriã Fancelli classifica o conflito entre Estados Unidos e Irã como uma 'guerra de atrito administrada', caracterizada por ciclos alternados de tréguas e ataques, sem uma escalada total. Segundo ele, essa dinâmica deve se tornar o novo normal na relação entre os dois países.
Estratégia iraniana e o Estreito de Ormuz
O Irã busca manter o controle estratégico do Estreito de Ormuz, vital para sua influência regional e para o fluxo global de petróleo. A região é um ponto crítico para a segurança energética mundial, e qualquer instabilidade afeta diretamente os preços dos combustíveis.
Impactos no Brasil: agro e inflação
No Brasil, a crise no Oriente Médio já provoca aumento nos custos de diesel e fertilizantes, insumos essenciais para o agronegócio. O encarecimento da cadeia logística e dos insumos agrícolas pressiona a inflação, especialmente no setor de alimentos. 'O produtor rural sente no bolso o reflexo dessa tensão geopolítica', afirma Fancelli.
Cenário de ataques e tréguas
Ataques aéreos dos EUA mataram três pessoas no oeste do Irã, segundo a agência estatal iraniana. O episódio ilustra a natureza pontual, porém recorrente, dos confrontos. Para o analista, 'a alternância entre ataques e tréguas será o novo normal', exigindo monitoramento constante dos mercados.



