BRDE completa 65 anos com carteira ativa de R$ 25,6 bilhões
BRDE completa 65 anos com carteira ativa de R$ 25,6 bi

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) celebra 65 anos de história com uma carteira ativa de R$ 25,6 bilhões e 50 mil clientes nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Nos últimos cinco anos, o número de clientes cresceu 40%, consolidando a expansão do banco junto a empresas, produtores rurais, cooperativas, municípios e cadeias produtivas estratégicas.

Uma trajetória de fomento ao desenvolvimento

Criado em 15 de junho de 1961 com a missão de financiar e apoiar o desenvolvimento regional, o BRDE tornou-se uma das principais instituições de fomento do país. Sua atuação é focada em investimentos de longo prazo, geração de emprego e renda, inovação, sustentabilidade e impacto social. “O banco nasceu para apoiar quem produz e segue fiel a esse compromisso”, afirma o diretor-presidente Renê Garcia Júnior. “O crédito é o meio, mas o resultado esperado é mais amplo: emprego, renda, inovação, competitividade, sustentabilidade e melhoria de vida.”

O BRDE vai além do repasse de crédito, estruturando soluções financeiras, mobilizando diferentes fontes de recursos, oferecendo conhecimento técnico, apoiando políticas públicas e promovendo articulação institucional. “O banco entende a realidade econômica dos estados onde atua e combina recursos próprios, BNDES, Finep, fundos públicos, organismos internacionais e parceiros locais”, explica o diretor administrativo Heraldo Neves. “Para o cliente, isso significa encontrar uma instituição capaz de compreender o projeto, indicar caminhos e estruturar a solução financeira mais adequada.”

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Resultados expressivos em 2025

Em 2025, o BRDE contratou R$ 5,6 bilhões em 17.880 operações de crédito. Esses financiamentos contribuíram para manter ou gerar mais de 83 mil postos de trabalho, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. “O valor confirma um ciclo de crescimento nos últimos anos, muito em razão da diversificação das suas fontes”, destaca Leonardo Busatto, diretor de planejamento.

O agronegócio, incluindo agricultura familiar, cooperativas agroindustriais e empresas do setor, respondeu pela maior parte das contratações, com R$ 2,8 bilhões. Em seguida, vieram comércio e serviços (R$ 1,8 bilhão), indústria (R$ 1,3 bilhão) e infraestrutura (R$ 664 milhões). A capilaridade do banco é ampliada por diferentes modalidades de atendimento. “Temos uma atuação ampla. O BRDE atende empresas de todos os portes, produtores rurais, cooperativas, municípios e projetos estratégicos. Isso ocorre por operações diretas e por meio de parceiros, como cooperativas de crédito e associações comerciais”, ressalta Mauro Mariani, vice-presidente e diretor de acompanhamento e recuperação de créditos.

Sustentabilidade no centro da estratégia

A agenda de sustentabilidade é central para o BRDE. Em 2025, 79,1% dos recursos contratados estavam alinhados a pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “A sustentabilidade é cada vez mais um critério estratégico da atuação do BRDE”, conta Busatto. “Em alguns casos, ela aparece como requisito objetivo da linha de financiamento ou da fonte de recurso. Em outros, entra como elemento de análise, classificação de impacto e priorização de projetos com externalidades positivas.”

O banco tem forte presença em projetos de energia renovável, eficiência energética, irrigação, agro sustentável, modernização produtiva e infraestrutura resiliente. Mantém também o Fundo Verde e de Equidade, que destina parte do resultado a iniciativas ambientais, climáticas e de equidade. Em 2026, o fundo deve repassar R$ 10,8 milhões a projetos socioambientais e climáticos, em recursos não reembolsáveis.

Inovação, cultura e novas economias

Ao longo de sua trajetória, o BRDE ampliou sua atuação para além do financiamento de ativos físicos, apoiando conhecimento, tecnologia, novos modelos de negócio, competitividade futura e economia criativa. Na área de inovação, o BRDE Labs conecta startups e empresas em iniciativas de inovação aberta, apoiando soluções em agronegócio, indústria, saúde, cidades inteligentes e transformação digital. Desde 2020, já acelerou 593 startups e reuniu 80 empresas âncoras nos estados do Sul.

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No campo da cultura, o BRDE atua como agente financeiro do Fundo Setorial do Audiovisual, contribuindo para a operacionalização de recursos destinados ao cinema e audiovisual. Em 2025, essa atuação envolveu a contratação de aproximadamente R$ 900 milhões, demonstrando a presença do banco em uma agenda relevante para a produção cultural e a economia criativa nacional.

Modernização operacional e institucional

Nos últimos anos, o BRDE acelerou sua modernização operacional com forte investimento em transformação digital. Um dos principais avanços foi a implantação de uma esteira de atendimento 100% digital, tornando o relacionamento com os clientes mais ágil, rastreável e transparente.

“Também estamos avançando na padronização da atuação regional descentralizada, mantendo a proximidade com cada praça”, relata Heraldo Neves. Entre as novidades está uma esteira de crédito simplificada, em fase piloto, voltada para operações entre R$ 50 mil e R$ 200 mil. A adoção de novas tecnologias busca facilitar o acesso ao banco sem enfraquecer a relação de proximidade com os clientes. Ao simplificar processos, as equipes ganham mais tempo para orientar projetos, estruturar soluções e atuar de forma consultiva.

A modernização também envolve a gestão de pessoas, com políticas de valorização e retenção de quadros, capacitação de talentos, novo programa de assistência à saúde e academia corporativa. “A modernização do banco é tecnológica, mas também institucional e humana”, enfatiza Heraldo Neves.

Perspectivas futuras

Para os próximos anos, o BRDE se prepara para impulsionar o desenvolvimento com investimentos complexos e estruturação de soluções como parcerias público-privadas, além de maior atenção a produtividade, transição energética, inovação, infraestrutura e competitividade. “O banco se prepara com planejamento estratégico, digitalização, diversificação de funding, fortalecimento da governança e novas parcerias nacionais e internacionais. Nosso papel será cada vez mais importante: unir crédito, conhecimento técnico e visão de longo prazo para transformar projetos em oportunidades”, observa Garcia Júnior.