O Fantástico deste domingo (14) repercutiu a colisão entre dois helicópteros que matou seis pessoas no Rio de Janeiro. Segundo a polícia civil, entre os mortos estão o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspar Prim Díaz. A reportagem ouviu testemunhas que relataram ter escutado uma sequência de explosões. Segundo relatos, os estrondos chamaram a atenção de quem estava na região e foram seguidos pela queda das aeronaves. Uma câmera registrou o momento da colisão no ar e a queda de um dos helicópteros segundos depois.
Relatos das testemunhas
A auxiliar de serviços gerais Valnice Nascimento contou que ouviu um barulho muito forte antes de perceber o acidente. "Eu ouvi um barulho muito alto, tipo uma explosão. Quando eu olhei para o lado, vi aquela cena. Já os dois helicópteros caindo, já os destroços", relatou. A psicóloga Cecília Mesquita também descreveu momentos de tensão logo após o choque entre as aeronaves. "Foi um barulho terrível. Imediatamente, todo mundo começou a ver fogo, fumaça...", disse. O coronel da reserva da Polícia Militar Genésio Neves afirmou que olhou na direção do ruído e viu uma das aeronaves despencando. "Quando eu olhei na direção desse barulho, já observei um helicóptero caindo", afirmou.
O acidente
O acidente ocorreu por volta das 9h. Um dos helicópteros caiu no pátio de uma concessionária de veículos elétricos, onde pelo menos 20 carros foram destruídos. Destroços das aeronaves ficaram espalhados pelas ruas da região, próxima à Avenida das Américas.
Vítimas
Entre as vítimas estão os pilotos Charles Marsillac, que estava sozinho em uma das aeronaves, e Alexandre Souza, que comandava o outro helicóptero. Também morreram o produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves, conhecido como Lucas Frota, e os argentinos Lucas Gignale, diretor de videoclipes, e Gaspar Prim Díaz, o youtuber Gaspi, que acumulava mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais. A sexta vítima é o cantor americano Oliver Tree, que estava no Brasil em viagem. A Polícia Civil confirmou os nomes das seis pessoas que estavam nos helicópteros envolvidos na colisão. A identificação oficial, no entanto, ainda depende de exames periciais, já que a maioria dos corpos foi carbonizada. A investigação ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), enquanto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apura a situação das aeronaves e dos pilotos.



