Suspeito de violência psicológica contra esposa é procurado em Amajari, RR
Suspeito de violência psicológica é procurado em Amajari

Um homem de 48 anos é suspeito de cometer violência psicológica contra a esposa, de 44 anos, no município de Amajari, ao Norte de Roraima. O caso foi denunciado pelo sobrinho da vítima, de 19 anos, nesta quarta-feira (22).

Relato da vítima

À Polícia Militar (PM), a vítima relatou que está em processo de separação do marido. Ela conta que ele costuma chegar em casa embriagado e xingá-la, causando abalo psicológico. A mulher informou ainda que já pediu várias vezes que o suspeito deixasse a casa. Entretanto, ela alega que ele diz que caso ela não permaneça com ele, não ficará com mais ninguém.

De acordo com a PM, ela disse que, em uma ocasião, um amigo da família entrou no imóvel para pegar água. Nesse momento, o suspeito, motivado por ciúmes, voltou a xingar e ofender a vítima. A equipe policial realizou diligências pelo município com o objetivo de localizar o suposto infrator, mas não o encontrou.

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O que é violência psicológica

A violência psicológica inclui ações que causam dano emocional ou prejudicam a autoestima da vítima. Entre os exemplos estão ameaças, humilhações, constrangimentos, manipulação, isolamento, perseguição e chantagens. O crime passou a ser previsto na legislação brasileira em 2021, por meio da Lei 14.188/2021.

Roraima lidera taxa nacional

Roraima registrou a maior taxa de violência psicológica contra mulheres do Brasil em 2025, com 1.173,5 casos a cada 100 mil mulheres. É o quinto ano consecutivo em que o estado aparece com a maior taxa do país. Em números absolutos, segundo o estudo, 4.266 mulheres foram vítimas de violência psicológica no estado em 2025. O número representa uma redução de 27,6% em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 1.620,3 casos por 100 mil mulheres. Apesar da queda, o índice do estado continua acima da média brasileira.

Como pedir ajuda

Em casos de violência contra a mulher, a orientação é ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou acionar a Polícia Militar pelo 190.

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