Filho de motorista da Polícia Civil confessa que matou pai por 'ganância'
O filho do motorista da Polícia Civil João Lorenço de Oliveira, de 64 anos, confessou ter matado o pai e disse em depoimento que agiu por 'ganância'. O vídeo do depoimento foi obtido com exclusividade pela TV Anhanguera.
'Foi um momento de loucura, um momento de ganância, sem pensar, porque tenho muito a perder [...] Eu tenho um casamento de 23 anos, nunca tinha sido preso, passado por uma situação dessa, nunca tive pegado uma arma... Eu tenho três filhos, todos eles dependem de mim', relatou o suspeito.
A defesa de Flávio Lorenço de Oliveira e dos outros envolvidos não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Além dele, outras cinco pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo quatro homens e uma mulher, e um deles foi liberado após pagar fiança.
O motorista estava desaparecido desde sábado (13) e o corpo foi localizado na segunda-feira (15), em Goiânia, após o filho indicar o local, segundo a Polícia Civil. De acordo com a investigação, João Lorenço foi morto com um tiro na cabeça, disparado pelo próprio filho.
A principal motivação apontada pela polícia seria o furto da caminhonete da vítima. 'O Flávio confessou apontando que a intenção dele era uma subtração patrimonial pretérita que seria a obtenção desse veículo. Para subtrair essa Hilux ele acabou efetuando o disparo, já foi tudo premeditado, ele foi armado com um revólver calibre 38', destacou o delegado responsável pelo caso, João Paulo Mendes, à TV Anhanguera.
Filho relata como o crime aconteceu
Em depoimento, Flávio contou como agiu no dia do crime após ir até a casa do pai armado. 'Conversei com meu pai, pedi para ele fazer o PIX, ele fez. Sobre a caminhonete, nós tivemos um atrito, ele não quis ceder de jeito nenhum. Nesse atrito, ele sentou um pouco revoltado e eu sem pensar, com ele sentado na cadeira, peguei a arma e atirei na cabeça dele', contou.
O filho confessou ter efetuado o disparo na lateral da cabeça da vítima. Após o crime, ele contou ter enrolado o corpo em lençóis, tapetes e toalhas, arrastou-o até a caminhonete e o abandonou em uma área de mata.
Segundo a TV Anhanguera, na casa de Flávio, os policiais encontraram o celular da vítima quebrado e vestígios de sangue. Também foram levados um notebook, cartões bancários e a caminhonete de João. O veículo, avaliado em R$ 90 mil, teria sido repassado por R$ 50 mil.
As investigações apontam a participação de cada um dos presos: um homem teria alugado a arma utilizada no crime e participado da ação. Outras três pessoas são suspeitas de receptação da caminhonete, enquanto uma sexta pessoa é investigada por supostamente tentar esconder o comparsa, o que configura favorecimento pessoal.



