Estudante de Medicina que atropelou e matou idoso já havia sido detida por surto
Estudante de Medicina já havia sido detida por surto

A estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, investigada por atropelar e matar Odair Brustolin, de 68 anos, na quarta-feira (1º), já havia sido detida em maio de 2025 após um surto em que danificou uma viatura da Polícia Militar de Rondônia, em Porto Velho.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais faziam patrulhamento quando Vitória correu em direção à viatura e subiu no capô do veículo. Em seguida, ela pisou várias vezes sobre o para-brisa, causando danos ao vidro e ao capô. Antes disso, a polícia afirma que ela já havia batido em outros dois carros. Segundo os agentes, a mulher estava aparentemente embriagada e desorientada.

Detenção anterior e acordo judicial

Ainda conforme o registro policial, os militares precisaram usar força moderada e algemas para conter a estudante. Ela foi levada à Central de Polícia e autuada por dano qualificado ao patrimônio público. Por causa deste mesmo episódio, ela respondeu na justiça por embriaguez ao volante.

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De acordo com documentos do processo, após passar por audiência de custódia, a estudante foi colocada em liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas impostas pela Justiça, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a proibição de frequentar bares. Depois disso, ela fez um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), usado em casos menos graves, sem violência. Nesse tipo de acordo, a pessoa admite o erro e cumpre condições para não virar ré em um processo.

No acordo, ela pagou uma multa de cerca de R$ 1,5 mil, equivalente a um salário mínimo na época. Após cumprir as exigências, a Justiça retirou as restrições em fevereiro deste ano e o caso foi arquivado em abril.

Posição do Ministério Público

Em nota, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) informou que o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) foi firmado em julho de 2025, após um acidente de trânsito. A estudante foi investigada por lesão corporal, embriaguez ao volante e danos a dois veículos. Ela indenizou a vítima e os proprietários dos carros, e a vítima decidiu não representar criminalmente. Com isso, permaneceu apenas a acusação de embriaguez ao volante. O MP afirmou ainda que, na época, ela não tinha antecedentes e, após o cumprimento das condições do acordo, o caso foi arquivado.

O crime

Odair Brustolin, de 68 anos, morreu depois que um carro invadiu a casa onde ele estava, na tarde de quarta-feira (1º), em Porto Velho. Segundo testemunhas, Vitória Caroline Marangoni Schnider discutiu com as vítimas na rua e tentou agredi-las. Após a briga, ela entrou no carro e jogou o veículo contra a residência. Imagens gravadas por vizinhos mostram que Vitória Caroline tentou atingir a casa uma primeira vez. Em seguida, ela deu marcha à ré e acelerou novamente, invadindo o imóvel e atropelando Odair. O idoso foi socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu, de acordo com familiares.

Fuga e prisão

Após o ocorrido, Vitória Caroline fugiu do local. A Polícia Militar fez buscas na região para encontrar a mulher e o veículo. Pouco depois, a polícia recebeu a informação de que Vitória estava na casa de um amigo. Os policiais foram até o endereço e encontraram a mulher sentada na varanda. O amigo contou que ela havia pedido ajuda depois de dizer que tinha se envolvido em uma discussão no condomínio onde mora. Segundo ele, o pedido era para fazer serviços de lanternagem e pintura no carro. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, os policiais pediram novamente que Vitória saísse da casa. Ela atendeu ao pedido e foi até os policiais. Conforme o registro, ela estava bastante exaltada e agressiva. Em seguida, recebeu voz de prisão e foi levada para o Departamento de Flagrantes.

Defesa e medidas judiciais

Em nota, a defesa de Vitória lamentou o caso e afirmou que o processo segue os trâmites legais, com garantia do devido processo. A defesa também informou que, durante a audiência de custódia, a Justiça determinou a realização de um exame para avaliar as condições psicológicas da investigada.

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