Uma costureira de 53 anos sofreu queimaduras de terceiro grau ao participar de uma travessia sobre as brasas de uma fogueira durante uma festa junina em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O acidente ocorreu na terça-feira (23) e foi registrado por câmeras de segurança, que mostram o momento em que Vanuza Ferreira esbarra em duas mulheres e perde o equilíbrio, caindo sobre as brasas.
Acidente durante festa junina
O caso aconteceu em uma casa de eventos no bairro Colúmbia. Segundo testemunhas, Vanuza atravessava a fogueira quando foi atingida por outras participantes e acabou esfregando os pés sobre as brasas, o que intensificou as chamas. Clóvis Ferreira, que trabalhava como segurança no evento, presenciou o acidente. "Quando chegou mais ou menos no meio da fogueira, as meninas esbarraram nela, que esfregou o pé na brasa", contou.
Após o acidente, a costureira foi socorrida e levada ao Hospital Sílvio Avidos, em Colatina. Ela recebeu alta no dia seguinte, mas voltou à unidade por causa das dores e foi transferida para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, Grande Vitória, referência no tratamento de queimados no Espírito Santo. Nesta segunda-feira (29), a costureira permanecia internada em estado estável.
Segunda vítima também se feriu
Vanuza não foi a única a se machucar durante a travessia das brasas. Renata Guimarães, de 30 anos, sofreu queimaduras de primeiro grau nos pés. Ela recebeu atendimento no Hospital Sílvio Avidos e teve alta no dia seguinte. "Nunca tinha participado e, do nada, tive a curiosidade de ir. Mas não imaginava que iria me queimar assim", relatou.
Bombeiros alertam para riscos e orientam primeiros socorros
Embora seja uma tradição mantida em algumas festas de São João pelo país, a travessia sobre brasas oferece risco de queimaduras. Segundo a capitã do Corpo de Bombeiros Carla Andresa Silva, os acidentes aumentam durante o período das festas juninas por causa das fogueiras, fogos de artifício, rojões e balões. A orientação, em caso de queimadura, é resfriar imediatamente o local com água corrente por 10 a 15 minutos. "Quando a gente resfria a queimadura, evita que ela se aprofunde na pele, evoluindo de primeiro, para segundo ou até terceiro grau", explicou a oficial.
A capitã também orientou que não sejam aplicados produtos caseiros, prática que pode aumentar o risco de contaminação da ferida. Outra recomendação é não estourar as bolhas que surgirem após a queimadura. “Não pode passar nada, essa é a cultura popular das pessoas, passar manteiga, pasta de dente, pó de café, açúcar, mas isso tem um risco de contaminação muito grande. Parece que nesse caso de Colatina o cara jogou cerveja. Nada disso é recomendável”, alertou.



