Suspeito de atirar em ex-companheira em farmácia é preso em SP
Agressor de ex-companheira em farmácia é preso em SP

O suspeito entrou no estabelecimento portando uma arma, um balde de gasolina e um isqueiro, conforme o relato policial. Ele efetuou vários disparos, atingindo a ex-companheira no braço e no tórax. Funcionários da farmácia gritaram por socorro, o que fez o atirador fugir rapidamente do local ao perceber que pessoas se aproximavam.

O material levado pelo agressor – o balde com gasolina e o isqueiro – sugere que ele teria a intenção de incendiar o imóvel além de atirar, uma hipótese que a investigação ainda irá confirmar. A Polícia Civil não informou se os objetos foram apreendidos ou se o fogo chegou a ser iniciado.

Socorro e estado de saúde

A vítima foi socorrida por equipes de emergência e encaminhada a um hospital. Ela passou por cirurgia e permanece internada. A polícia não detalhou o estado de saúde nem a unidade médica em que ela está recebendo tratamento.

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O fato de a mulher ter sido atingida no tórax e no braço indica gravidade, mas a corporação não informou se há risco à vida. A prioridade agora é a recuperação da vítima, segundo a polícia, que não deu declarações a respeito da evolução clínica.

Investigação e captura

Durante as primeiras diligências, os policiais confirmaram a relação entre autor e vítima: eles haviam sido companheiros e estavam separados no momento do crime. O vínculo só foi comprovado após consultas a sistemas e entrevistas com pessoas próximas, segundo a Polícia Civil.

Após a identificação do suspeito, Paulo Roberto Vieira Pinheiro, os agentes do 63º DP montaram um esquema para localizá-lo. A captura ocorreu cerca de 48 horas depois do ataque, em local não informado. A polícia também não divulgou se o suspeito resistiu à prisão.

Enquadramento legal

O caso foi registrado como tentativa de feminicídio, ameaça, violência doméstica e perseguição (stalking). Essas tipificações, previstas em lei, podem levar a penas severas. No caso de tentativa de feminicídio, a punição é reduzida em um a dois terços em comparação ao crime consumado, mas a pena pode chegar a mais de 10 anos de reclusão, dependendo das circunstâncias.

A legislação brasileira define feminicídio como o homicídio cometido contra mulher por razões da condição de sexo feminino. A tentativa é aplicada quando o resultado morte não ocorre. O fato de o ataque ter acontecido após o fim do relacionamento, em local de trabalho da vítima, pode ser considerado uma circunstância agravante, cabendo à Justiça a análise.

Contexto de violência

O caso ganha relevância no contexto de combate à violência doméstica. Segundo a Polícia Civil, o atendimento a esse tipo de ocorrência tem sido prioridade nas investigações, mas a corporação não forneceu dados estatísticos sobre o crescimento de casos na região.

A vítima, que está internada, não teve o nome divulgado. O sigilo é uma medida de proteção prevista na Lei Maria da Penha. A polícia informou que acompanhará a recuperação dela e que novas oitivas serão realizadas assim que houver condições.

Cronologia dos fatos

  • O suspeito invade a farmácia armado e com balde de gasolina;
  • Ele dispara contra a ex-companheira, acertando braço e tórax;
  • Funcionários gritam e ele foge;
  • Vítima é levada ao hospital e passa por cirurgia;
  • Polícia confirma relação de ex-companheiros;
  • Suspeito é preso 48 horas depois;
  • Registro aponta tentativa de feminicídio, ameaça, violência doméstica e perseguição.

A investigação segue no 63º Distrito Policial, que concluirá o inquérito e o encaminhará ao Ministério Público. A Justiça decidirá sobre a manutenção da prisão do suspeito e a eventual aplicação de medidas protetivas à vítima.

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