Vice-prefeito foge de repórter ao ser questionado sobre golpe da pensão
Vice-prefeito foge de repórter sobre golpe da pensão

O vice-prefeito de Trajano de Moraes, no interior do Rio de Janeiro, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, deixou o local de carro após ser abordado por uma equipe de reportagem. O momento, exibido no Fantástico, mostra o político sendo questionado sobre as acusações de estelionato e falsidade ideológica relacionadas ao chamado "golpe da pensão".

Abordagem e fuga

Durante a apuração do caso, o repórter se identificou e informou que preparava uma reportagem sobre as investigações. Em seguida, perguntou diretamente: "O senhor está sendo acusado de estelionato e falsidade ideológica pelo golpe da pensão?" Hélio respondeu: "Eu não, pô", e rapidamente entrou no carro, deixando o local sem dar mais explicações.

Investigação do Ministério Público

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Hélio teria forjado uma união estável com a ex-procuradora do Estado Ângela Marília de Moraes Peçanha, já falecida, apenas para receber a pensão deixada pela servidora aposentada. Após formalizar a escritura de união estável, ele conseguiu o benefício do RioPrevidência, que posteriormente foi suspenso pela Justiça, que também determinou o bloqueio de bens dele e de sua ex-esposa, Adriana Peçanha.

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O prejuízo aos cofres públicos pode chegar a quase R$ 5 milhões. A denúncia já foi aceita pela Justiça, e ambos se tornaram réus por estelionato qualificado e falsidade ideológica.

Reações e defesa

A defesa de Hélio sustenta que as acusações se baseiam em narrativas do cenário político local e nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que não há inventário concluído que comprove a apropriação de bens da ex-procuradora. O RioPrevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão, não detectou a fraude na época e acompanhará o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado.

Familiares de Ângela afirmam que nunca souberam do relacionamento entre ela e Hélio, que foi casado com uma sobrinha da ex-procuradora por quase duas décadas. Para eles, a união estável foi uma fraude para garantir acesso à pensão e ao patrimônio.

Nota oficial

Em nota, a defesa de Hélio e Adriana afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas políticas. Diz ainda que os parentes de Ângela que prestaram depoimento não frequentavam a cidade e que, sem inventário, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota conclui que a inocência dos dois será provada na Justiça.

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