Vereadora de Novo Hamburgo recebe caixa com cachorro morto no gabinete
Vereadora recebe cachorro morto em caixa no gabinete

A vereadora Andreza Guerreiro (PP), de Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul), recebeu em seu gabinete uma caixa contendo um cachorro morto. Ela afirma que o gesto foi uma ameaça com o intuito de 'silenciar seu mandato', cujo enfoque é a causa animal. O caso ocorreu nesta segunda-feira, 16.

Vídeo mostra reação da vereadora ao abrir a caixa

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra a vereadora, inicialmente feliz por ter recebido o que acreditava ser um gesto de carinho. As imagens mostram ela entrando em seu gabinete com uma caixa. Na tampa, duas folhas A4 grudadas exibem a mensagem: 'carinho para proteger os animais. Obr [abreviação de obrigado]'. Ao abrir o recipiente, porém, a vereadora se depara com o cadáver do animal de pequeno porte.

'Meu Deus, alguém mandou um cachorro para mim. Me entregaram um corpo', reage a vereadora no vídeo. Filipe Ribeiro, um dos funcionários do gabinete, conta que Andreza acreditava ter recebido uma doação. Ela promove campanha de agasalho voltada a animais. Por isso, solicitou a gravação do vídeo à chefe de gabinete antes de abrir a caixa.

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Funcionário do gabinete relata choque com o ocorrido

'Nunca imaginamos que seria isso. Nunca tinha acontecido algo assim. Trabalhamos com casos de maus tratos e vimos coisas de todo tipo. Mas isso foi impensável. Acima de tudo que já tínhamos visto', disse Filipe Ribeiro.

A caixa chegou à Câmara Municipal de Novo Hamburgo por um entregador de Uber, que foi contratado sem saber o conteúdo da entrega. Imagens de câmera de segurança mostram o homem entregando a caixa na recepção, mas o gabinete da vereadora reiterou que ele não está envolvido.

Causa da morte ainda não foi determinada

A causa da morte do animal ainda não foi definida. O cachorro tinha ferimentos nas patas. Andreza Guerreiro registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil da cidade. Na postagem onde narrou o crime, a vereadora classificou o caso como 'um ato criminoso de violência, marcado pela crueldade e pela covardia de usar a vida de um animal como ameaça ao meu mandato e ao meu gabinete'.

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