Uma câmera de segurança flagrou o momento em que um galho caiu sobre Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, na Praça Osório, em Curitiba. O acidente ocorreu no sábado (13) e deixou a jovem sem os movimentos das pernas. As imagens mostram a queda e a rápida movimentação de pedestres e agentes da Guarda Municipal para prestar socorro.
Estado de saúde e cirurgias
Socorrida e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Trabalhador, Ana apresentou lesões graves no pulmão e na medula espinhal, entre as vértebras T5 e T6. No fim de semana, passou por duas cirurgias de alta complexidade: uma para tratar pneumotórax e outra para estabilizar a coluna. Na terça-feira (16), a Anvisa autorizou a aplicação da polilaminina, uma proteína sintética brasileira ainda em fase de estudos, que pode estimular a regeneração de nervos e tecidos medulares. A substância foi administrada à noite, e a jovem segue em observação.
Detalhes do acidente
Ana, que mora em Valinhos (SP), visitava a família em Curitiba. No sábado, acompanhava a mãe, a irmã e o sobrinho na feirinha de inverno. Segundo a irmã, Andressa Tozato Gonçalves, o galho caiu enquanto estavam em uma barraca. "Quando vi, ela estava no chão, com o tronco sobre o pescoço e um pedaço sobre o carrinho do meu filho", relatou. Ela destacou que não chovia nem ventava no momento. A Guarda Municipal imobilizou a vítima e acionou o Siate, que a levou ao hospital. A mãe, Vanessa Stubinski, lembrou que Ana reclamava de dor nas costas e não sentia as pernas desde a queda.
Investigação e resposta da prefeitura
O vídeo integra o inquérito policial. A polícia já ouviu a irmã da vítima e busca novas imagens e testemunhas. A Prefeitura de Curitiba lamentou o ocorrido e informou que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente mantém programa permanente de monitoramento da arborização urbana. A última revisão na Praça Osório foi em abril deste ano. Após vistoria, não foram identificadas necessidades de intervenções emergenciais.
Uso compassivo da polilaminina
A aplicação da polilaminina depende de critérios clínicos e aprovação da Anvisa. O pedido de uso compassivo é feito ao laboratório Cristália, que, se concordar, submete o caso à Anvisa. No caso de Ana, com a evolução clínica e ausência de movimentos por lesão medular, a equipe médica avaliou que ela se enquadrava nos critérios. Na segunda-feira (15), o laboratório confirmou o atendimento aos critérios, e a Anvisa liberou a substância. O pai da jovem, emocionado, declarou: "Ana vai ter mais uma chance. Vamos continuar orando para ela voltar a andar". O Governo do Paraná disponibilizou uma aeronave para transportar o medicamento e especialistas entre Curitiba, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu.



