Vídeo mostra carro de patroa suspeita no desaparecimento de cozinheira em Ubatuba
Vídeo mostra carro de patroa suspeita em Ubatuba

A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança para esclarecer o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. As gravações, que integram o inquérito policial, mostram o momento em que uma caminhonete preta passa pela Estrada do Pasto Grande, que liga o sertão de Ubatumirim à Rodovia Rio-Santos. O veículo pertence a Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, patroa de Berenice, que está presa e é investigada por suspeita de homicídio.

Desaparecimento após carona

Berenice desapareceu no dia 30 de junho, após aceitar carona de Eliane. De acordo com a família, a cozinheira trabalhava no restaurante da empresária em Ubatumirim havia cerca de quatro meses e queria voltar para Igaratá, por isso negociava a rescisão do contrato. Durante o período de trabalho, morava em uma casa próxima ao restaurante. Segundo a Polícia Civil, após encontrar a patroa, Berenice aceitou carona do restaurante até o trevo de Ubatumirim e não foi mais vista. A partir daí, surgiram contradições nos relatos.

Contradições e evidências

As versões apresentadas por Eliane à família e à polícia não coincidiam. Inicialmente, afirmou que havia dado carona a Berenice no trecho de Ubatumirim até o bairro Toninhas. Depois, mudou o relato e disse que deixou a funcionária no trevo de Ubatumirim, de onde ela seguiria sozinha até Toninhas. A empresária também afirmou que, após a carona, retornou para casa. No entanto, imagens de câmeras de monitoramento e registros de radares mostram que ela não voltou para a residência. O veículo foi flagrado em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro.

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Área de investigação

Com base nesse trajeto, a polícia delimitou uma área de aproximadamente 93 quilômetros para a investigação, entre o bairro Ubatumirim, em Ubatuba, e a cidade de Angra dos Reis (RJ). O percurso considera o deslocamento da caminhonete após a carona dada à cozinheira. Durante o cumprimento dos mandados de busca e prisão temporária, o carro usado por Eliane foi encontrado com marcas de reparos compatíveis com danos provocados por disparos de arma de fogo.

Prisão e apreensões

Ainda segundo a investigação, quando os policiais chegaram à casa da empresária, ela jogou um telefone celular em uma área de mata. A partir das evidências reunidas, a Polícia Civil passou a investigá-la por suspeita de homicídio. Eliane está presa temporariamente desde a última sexta-feira. Na residência dela, os policiais apreenderam três armas de fogo registradas e dois celulares.

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