Tráfico do Rio copia guerra da Ucrânia com drones explosivos
Tráfico do Rio copia guerra da Ucrânia com drones

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou que facções criminosas do estado estão reproduzindo táticas observadas no conflito entre Ucrânia e Rússia, utilizando drones carregados com explosivos. A declaração foi dada durante evento sobre segurança pública, onde o secretário destacou a crescente sofisticação do crime organizado.

Inspiração na guerra moderna

Segundo Victor Santos, a guerra na Ucrânia, que popularizou o uso de drones para ataques, serviu de inspiração para os criminosos. "Isso é copiado", afirmou o secretário, referindo-se à técnica de adaptar drones comerciais para lançar explosivos. Ele ressaltou que a facilidade de acesso a essa tecnologia é um dos principais desafios para as forças de segurança.

O uso de drones no tráfico do Rio não é novidade, mas a aplicação de explosivos representa um salto na ousadia e no poder de fogo das facções. Em 2023, a polícia já havia registrado apreensões de drones equipados com artefatos, mas a declaração do secretário evidencia a preocupação com a evolução dessa prática.

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Impacto na segurança pública

A utilização de drones com explosivos aumenta o risco para policiais e civis, além de dificultar as operações em comunidades. O secretário destacou que a tecnologia barata e acessível permite que os criminosos monitorem movimentações e realizem ataques surpresa. "A tecnologia está disponível para todos, e isso é um problema", disse Santos.

Especialistas em segurança apontam que a resposta deve incluir o aprimoramento de sistemas de detecção e neutralização de drones, bem como o rastreamento da origem dos equipamentos. A Polícia Civil do Rio já investiga a compra e o contrabando desses dispositivos, que muitas vezes chegam ao país por encomendas internacionais.

Medidas e desafios

O governo estadual estuda a criação de uma força-tarefa especializada em combater o uso de drones por criminosos. Entre as medidas estão a utilização de sistemas de interferência de sinal e a capacitação de agentes para operar equipamentos de contra-drone.

O secretário também mencionou a necessidade de uma legislação mais rígida para o uso de drones, além de parcerias com empresas fabricantes para dificultar o uso indevido. "Precisamos de soluções integradas", concluiu Victor Santos.

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