A Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) matou um homem na noite de quinta-feira (2) em Peruíbe, litoral de São Paulo, após denúncia de que ele estaria envolvido no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado no ABC Paulista. A Polícia Militar, no entanto, afirma que não há indícios de que a vítima tenha participado do ataque ao oficial.
Confronto durante abordagem
Segundo a PM, os policiais da Rota realizavam patrulhamento quando foram informados sobre um suspeito que estaria ligado ao crime contra o tenente. Ao abordar Elenilson Misael da Silva, houve confronto e os agentes efetuaram disparos. O homem morreu no local. A versão oficial ainda não detalha as circunstâncias do tiroteio.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e que as investigações estão em andamento. A perícia foi acionada e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Atentado contra tenente
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na última semana em Santo André, no ABC Paulista. Ele permanece internado em estado grave, mas não há atualização recente sobre seu quadro de saúde. O ataque gerou comoção e mobilização das forças de segurança na região.
Inicialmente, a denúncia que levou à ação da Rota apontava Elenilson como um dos envolvidos no atentado. Contudo, a PM esclareceu que, após as primeiras apurações, não foram encontrados elementos que o vinculassem ao crime contra o oficial. A investigação segue para esclarecer a participação de outros suspeitos.
Repercussão e investigação
O caso gerou debate sobre a atuação da Rota e a precisão das informações que motivam as abordagens. A SSP afirmou que todos os procedimentos legais estão sendo seguidos e que a corregedoria da PM acompanha o ocorrido. A família de Elenilson Misael da Silva ainda não se manifestou publicamente.
Esta é a segunda morte em intervenção policial registrada na região em menos de uma semana. No último domingo, outro suspeito morreu em confronto com a polícia em Santos. A SSP reforçou que as operações visam combater a criminalidade, mas que cada caso é investigado para garantir a transparência.



