As desconfianças em torno dos casos Master e das fraudes no INSS ampliaram o desconforto entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Interlocutores de Rodrigues veem tentativas de fragilizá-lo vindas do gabinete do magistrado, enquanto Mendonça critica a condução das delações pela PF.
Origem das tensões
O mal-estar aumentou após a PF apontar ligação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o caso Master, o que surpreendeu a direção da corporação. A investigação, que envolve supostas fraudes em benefícios do INSS e operações financeiras do grupo Master, gerou atritos entre as instituições.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o gabinete de Mendonça teria adotado medidas que fragilizam a atuação de Rodrigues. O ministro, por sua vez, questiona a forma como a PF conduz as delações premiadas no âmbito dos inquéritos.
Reações e impactos
Procurados, os gabinetes de Mendonça e Rodrigues não comentaram o assunto. A tensão entre a PF e o STF ocorre em meio a uma série de investigações de alto perfil, incluindo a Operação Lesa Pátria e os atos de 8 de janeiro.
Especialistas consultados avaliam que o desgaste pode comprometer a troca de informações e a cooperação entre as instituições, essenciais para o avanço das apurações. O caso Master, em particular, envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e crimes financeiros que podem ter ramificações políticas.
Próximos passos
A expectativa é que o STF e a PF busquem alinhar procedimentos para evitar novos atritos. Enquanto isso, as investigações seguem sob sigilo, e novos desdobramentos podem surgir nas próximas semanas.



