A tragédia envolvendo a jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), continua gerando repercussão. O instrutor Gustavo, que estava orientando o salto, revelou detalhes perturbadores sobre o ocorrido. Segundo ele, a cliente anterior ao salto de Maria Eduarda desistiu por medo, e os gritos da jovem antes da queda ainda ecoam em sua memória.
Falhas graves apontadas por especialistas
O presidente da Associação Brasileira de Pêndulo Humano e o presidente da Associação Brasileira de Rapel elencaram uma série de falhas graves cometidas pelos organizadores do evento. Além da ausência da corda de segurança, que foi o erro mais evidente, outros protocolos básicos foram ignorados. Entre as falhas, destacam-se a falta de verificação dupla dos equipamentos, a ausência de um plano de emergência e a negligência com a capacitação dos profissionais envolvidos.
O relato do instrutor
Gustavo, que estava de costas no momento do salto fatal, afirmou que não testemunhou o erro diretamente. No entanto, ele relembra com clareza os momentos anteriores: “A moça que iria saltar antes desistiu, disse que estava com muito medo. Depois, Maria Eduarda se preparou, e ouvi os gritos dela antes do salto. Foi desesperador.” O instrutor também lamentou a falta de supervisão adequada e disse que confiou cegamente nos organizadores.
Organizadores presos por homicídio com dolo eventual
Três organizadores do evento foram presos preventivamente, acusados de homicídio com dolo eventual, ou seja, assumiram o risco de matar. A investigação aponta que eles não tomaram as medidas mínimas de segurança, resultando na morte da jovem. A Associação Brasileira de Rope Jump criticou duramente a falta de protocolos e reforçou a necessidade de regulamentação mais rigorosa para a prática do esporte.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues morreu ao ser lançada de uma ponte sem as cordas de segurança durante um salto de rope jump. O acidente ocorreu no último fim de semana e chocou a cidade de Limeira e todo o país. Familiares e amigos prestaram homenagens nas redes sociais, pedindo justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



