O governo do Rio de Janeiro adotou uma medida drástica contra o Grupo Refit, determinando o bloqueio de todas as empresas ligadas ao conglomerado. A decisão impede que 19 companhias emitam notas fiscais de compra e venda de produtos, afetando diretamente suas operações comerciais.
Ação da Secretaria Estadual de Fazenda
A Secretaria Estadual de Fazenda do RJ lidera a iniciativa, que faz parte de um esforço mais amplo para combater a sonegação fiscal no setor de combustíveis. As empresas alvo foram identificadas pela Receita Estadual como possuidoras de pendências ou irregularidades tributárias significativas.
Dívida bilionária e investigações
O Grupo Refit é apontado como um dos maiores sonegadores de impostos do país, com uma dívida que já ultrapassa R$ 13 bilhões. A crise ganhou destaque em setembro de 2025, quando a Agência Nacional de Petróleo (ANP) interditou a empresa, suspeitando que ela operava como uma refinaria fantasma. A suspeita era de que a Refit importava combustível já pronto para pagar menos impostos.
Prisão decretada e buscas
Em maio, a Justiça decretou a prisão do empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que atualmente é considerado foragido. Na mesma operação, foram cumpridas buscas na casa do ex-governador Cláudio Castro. A Polícia Federal investiga se servidores públicos do Estado receberam benefícios para permitir que a Refit continuasse operando irregularmente.
A ação do governo fluminense representa um duro golpe contra a sonegação fiscal, visando coibir práticas ilegais que prejudicam a arrecadação e a concorrência no setor de combustíveis.



