Quatro mortes no presídio do Amapá em pouco mais de um mês
Quatro detentos morreram entre junho e julho de 2026 no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá. O caso mais recente ocorreu no sábado (4), quando um preso foi encontrado morto dentro de uma cela. Uma semana antes, uma detenta morreu após suspeita de choque elétrico durante tentativa de fuga. O presídio informou que a Polícia Civil investiga todos os casos e que equipes de assistência social acompanham as famílias.
Morte de detento em cela no dia 4 de julho
Na manhã de sábado, 4 de julho, um detento foi encontrado morto em uma cela da ala masculina do Iapen. Segundo o Instituto, o preso foi levado à enfermaria, onde a equipe médica confirmou o óbito. A cela foi isolada e a Polícia Civil e a Polícia Científica do Amapá (PCA) foram acionadas para perícia. Os companheiros de cela prestaram depoimento. O Iapen não divulgou a identidade da vítima nem detalhou as condições de saúde em que o detento foi encontrado.
Detenta morre por choque elétrico em 27 de junho
No dia 27 de junho, uma detenta morreu após suspeita de choque elétrico. De acordo com o Iapen, a mulher tentava fugir e acabou encostando em uma estrutura da subestação de energia. Ela entrou em uma área restrita da subestação. As equipes de plantão tentaram prestar socorro, mas a morte foi imediata. As polícias Científica e Civil realizaram perícia e retiraram o corpo. O Instituto abriu uma sindicância para apurar o caso.
Dois detentos morrem após mal-estar em 3 de junho
Na noite de 3 de junho, dois detentos morreram após se queixarem de mal-estar. Eles estavam em pavilhões diferentes, mas apresentaram sintomas semelhantes. Os detentos foram atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) fora do presídio, no bairro Marabaixo 2, na Zona Oeste de Macapá, mas não resistiram. O Iapen isolou as celas e remanejou outros internos. A direção do Iapen aguarda o laudo da Polícia Científica do Amapá para esclarecer as causas.
O que ainda falta esclarecer
O Iapen não divulgou a identidade das vítimas nem informou em qual setor do presídio cada preso estava. No caso mais recente, não foram detalhadas as condições de saúde em que o detento foi encontrado. O Instituto também não informou quais medidas de segurança foram adotadas após as mortes.



