Quadrilhas presas por furto de R$ 1,5 milhão em mineradora no ES
Quadrilhas presas por furto de R$ 1,5 milhão em mineradora ES

A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu sete pessoas envolvidas em furtos que causaram prejuízo superior a R$ 1,5 milhão em uma mineradora em Vitória. Os crimes incluíram o roubo de bobinas de cobre e baterias, com a participação de funcionários da empresa. As prisões ocorreram em junho e foram divulgadas nesta terça-feira (14).

Atuação de dois grupos criminosos

Segundo a polícia, dois grupos criminosos diferentes agiam de forma independente. Um deles focava no furto de bobinas de cobre, enquanto o outro subtraía baterias estacionárias utilizadas em locomotivas e alarmes de incêndio. Ambos contavam com a colaboração de funcionários da mineradora e de empresas terceirizadas.

O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, explicou que a investigação começou em maio de 2024 e identificou a ação do primeiro grupo a partir de novembro de 2025. Foram presos Cristiano Macedo, Francisco Tiago Guerra, Angles Detman e Ernande Pacheco Martins. Outros três foram denunciados: Weverton Dias de Oliveira, Robson Rodrigues de Almeida e Aldierio Viana Guimarães.

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Esquema de furto de bobinas

Os criminosos entravam na mineradora com um caminhão, utilizando o crachá de um funcionário contratado. Sem serem notados, carregavam as bobinas dentro do galpão usando guindastes e saíam com o material amparados por notas fiscais falsificadas. As bobinas eram então vendidas para receptadores. No dia do flagrante, sete bobinas estavam sendo transportadas para Guarapari.

“Eram tarefas bem delimitadas. O líder interno guardava as bobinas, identificava, quantificava e especificava, passando essa informação para o líder externo. O líder externo falsificava e-mails e notas fiscais para encaminhar para o motorista que ia até a empresa, entrava com um crachá de um funcionário e com isso eles iam até o galpão”, destacou o delegado.

Os criminosos responderão por furto qualificado por concurso de pessoas e associação criminosa.

Furto de baterias estacionárias

Durante as investigações, a polícia descobriu um segundo grupo que furtava baterias estacionárias, usadas para movimentar locomotivas ou em alarmes de incêndio. As baterias, quando ficavam com meia vida, eram depositadas aguardando descarte. Funcionários da mineradora e de uma empresa terceirizada burlavam a segurança com a ajuda de um dono de loja de baterias.

“Eles utilizavam um carro emprestado e o funcionário da empresa responsável pela guarda do material facilitava o acesso”, pontuou o delegado. O grupo agia desde 2022 e furtou mais de R$ 20 mil em baterias. Três pessoas foram presas em flagrante. Parte do material foi encontrada em uma loja na Serra, na Grande Vitória, que revendia as baterias sem autorização. Outras três pessoas foram indiciadas, mas não tiveram nomes ou fotos divulgados.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e receptadores dos materiais furtados.

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