Um protesto interditou os dois sentidos da Avenida Perimetral, no cruzamento com a Avenida Tucunduba, próximo ao Portão 2 da Universidade Federal do Pará (UFPA), na noite de sexta-feira (26), em Belém. Segundo a Polícia Militar, manifestantes atearam fogo em pneus e outros materiais, bloqueando completamente o trânsito na região.
Motivação do protesto
De acordo com o relatório policial, a manifestação ocorreu após a morte de Edilson Chaves Silva, apontado pela corporação como um indivíduo de alta periculosidade e com antecedentes por roubo. Conforme a PM, ele foi baleado durante um confronto com uma guarnição do 37º Batalhão de Polícia Militar (37º BPM), chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Bloqueio e ataques
Ainda segundo a polícia, o bloqueio da via impediu a passagem de ambulâncias, ônibus, veículos particulares e pedestres. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas para combater as chamas, mas, durante a ação, foram alvo de pedras e garrafas de vidro arremessadas por pessoas com os rostos cobertos.
Intervenção policial
O relatório informa que equipes do 37º BPM realizaram uma primeira intervenção para garantir a segurança e tentar restabelecer a ordem pública. Conforme a PM, os ataques contra as viaturas continuaram, e policiais efetuaram disparos com munição calibre 12 para dispersar os manifestantes. Posteriormente, o comandante do 37º BPM acionou equipes do Comando de Missões Especiais (CME), incluindo uma viatura da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), que reforçaram o policiamento na região.
Desfecho
Após a dispersão dos manifestantes, o Corpo de Bombeiros conseguiu controlar o incêndio e o trânsito na Avenida Perimetral foi liberado, restabelecendo o fluxo de veículos. Até o momento, não há informações sobre pessoas presas ou feridas durante o protesto. As circunstâncias do confronto que resultou na morte de Edilson Chaves Silva deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.



