Protesto de ambulantes termina em confronto no Centro do Rio
Protesto de ambulantes termina em confronto no Rio

Um protesto de ambulantes contra a fiscalização do comércio irregular na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro terminou em confusão e uso de bombas de efeito moral pela Polícia Militar, na manhã desta quinta-feira, no Centro da cidade. A manifestação interditou um trecho da Avenida Presidente Vargas, em frente à Prefeitura do Rio, e só foi dispersada com a ação dos policiais.

Manifestação interdita via e gera confronto

Os ambulantes protestavam contra a operação 'Tolerância Zero', implementada pela Prefeitura para coibir o comércio irregular nas praias da Zona Sul. O grupo bloqueou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais vias do Centro, causando engarrafamento e transtornos para motoristas. A Polícia Militar foi acionada e, após tentativas de negociação, usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Imagens mostram correria e momentos de tensão no local.

Prefeitura mantém 'Tolerância Zero' na orla

A Prefeitura do Rio informou, por meio de nota, que a operação 'Tolerância Zero' na orla da Zona Sul continua em vigor e que a fiscalização será mantida. A medida é amparada por legislação municipal que proíbe o comércio ambulante não autorizado nas praias, visando garantir a ordem e a segurança dos banhistas. Segundo a administração municipal, a ação é legal e necessária para coibir irregularidades.

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No entanto, algumas atividades de ambulantes seguem permitidas por leis específicas, como a venda de alimentos e bebidas por permissionários regularizados. A Prefeitura afirma que a diferença está na autorização formal e no cumprimento de normas sanitárias e de ordenamento urbano.

Impacto e reações

O protesto gerou reações diversas. Representantes dos ambulantes alegam que a fiscalização é excessiva e que muitos trabalhadores informais dependem da venda nas praias para sobreviver. Eles pedem diálogo com a Prefeitura para encontrar uma solução que não prejudique a subsistência das famílias. Por outro lado, moradores e frequentadores das praias da Zona Sul apoiam a repressão ao comércio irregular, citando problemas como poluição sonora, sujeira e concorrência desleal.

A confusão desta quinta-feira não resultou em feridos graves, segundo a Polícia Militar, mas pelo menos dois ambulantes foram detidos para prestar esclarecimentos. A Avenida Presidente Vargas foi liberada após cerca de duas horas de interdição.

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