A Polícia Civil de Alagoas prendeu dois homens investigados por ameaçar de morte um delegado e integrantes da equipe policial que atuaram na Operação Tríade Criminal, realizada em fevereiro deste ano para combater o tráfico de drogas, homicídios e organização criminosa em Palmeira dos Índios, no Agreste do estado. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Prisões na segunda fase da operação
As prisões fazem parte da segunda fase da operação. Um dos suspeitos foi preso em Palmeira dos Índios e o outro, que havia deixado Alagoas, foi localizado e capturado em São Paulo.
Ameaças nas redes sociais
Segundo o coordenador do Núcleo de Planejamento Operacional da Polícia Civil, delegado Bruno Tavares, as ameaças começaram logo após a primeira fase da Operação Tríade Criminal, quando mais de 40 mandados judiciais foram cumpridos. Na ocasião, cinco pessoas foram presas e um suspeito morreu após trocar tiros com policiais durante o cumprimento dos mandados.
O delegado Bruno Tavares afirmou que indivíduos de Palmeira dos Índios começaram a ameaçar a integridade física e a vida do responsável pela investigação, além de toda a equipe policial. De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam perfis anônimos para publicar comentários em portais de notícias. Nas mensagens, eles ameaçavam atirar no delegado em represália à operação policial.
Quebra de sigilo e identificação
Embora os perfis fossem anônimos, a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil conseguiu identificar os autores por meio de uma investigação que incluiu quebra de sigilo telemático, autorizada pela Justiça. O delegado explicou que a quebra de sigilo permitiu identificar e localizar os suspeitos.
Ligação com o crime organizado
Ainda segundo Bruno Tavares, as investigações apontaram que os dois presos têm ligação com o grupo criminoso alvo da primeira fase da operação. O suspeito preso em São Paulo é parente do homem que morreu durante o confronto com a polícia em fevereiro. Já o preso em Palmeira dos Índios, segundo a Polícia Civil, tem ligação com um núcleo violento de uma torcida organizada em Alagoas.
Os dois investigados serão apresentados à Justiça e responderão pelas ameaças no âmbito do inquérito conduzido pela Polícia Civil.



