As ações da ISA Energia (ISAE4) registraram a maior queda do Ibovespa nesta sexta-feira (3), após a empresa informar que avalia realizar uma oferta subsequente (follow-on) de distribuição primária de ações preferenciais, com potencial de aproximadamente R$ 650 milhões.
Detalhes da oferta
De acordo com a companhia, ainda não há decisão formal sobre a realização da operação nem sobre seus termos e condições. Caso ocorra, a oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais. Para a eventual transação, a ISA Energia contratou o BTG Pactual como assessor financeiro.
A empresa também disse que, se a oferta for implementada, os acionistas terão direito de prioridade para subscrição das ações – processo que oferece uma oportunidade para o investidor preservar sua participação no capital da companhia. A ISA Energia informou ainda que a acionista controladora ISA Capital manifestou intenção, observadas determinadas condições, de subscrever ações em montante correspondente a, no máximo, sua participação acionária, atualmente equivalente a 35,81% do capital social.
Análise de especialista
Em sua conta no Instagram, Louise Barsi, cofundadora do AGF, explicou que a emissão de ações é uma forma de a companhia captar recursos sem precisar emitir títulos de dívida. “O reflexo negativo na ação não necessariamente significa que o mercado não gostou da ideia, mas sim que ele tem expectativas de que a oferta venha com desconto para atrair o máximo possível de acionistas. Como o mercado não é bobo, ele se antecipa ao movimento e realiza”, diz.
Ainda de acordo com Louise Barsi, é um momento favorável para a realização do follow-on da ISA Energia, já que as ações da empresa estão performando perto das máximas históricas, o que ajudaria na captação de recursos. Além disso, a especialista lembra que o primeiro leilão de baterias do Brasil está previsto para dezembro e a empresa se prepara para participar da disputa.
Impacto no mercado
Na avaliação de Louise Barsi, a eventual oferta também pode servir como uma forma de “cutucar” a Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, ao abrir uma oportunidade para que a companhia reduza ou dilua sua participação na ISA Energia, da qual atualmente é uma das acionistas.



