Um homem de 30 anos foi preso nesta segunda-feira (8) em Cuiabá, suspeito de praticar uma série de abusos sexuais contra as duas enteadas, de 13 e 11 anos. A prisão faz parte da Operação Marco Zero, deflagrada em maio deste ano. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e tiveram início após as próprias vítimas relatarem a situação na escola.
De acordo com os relatos, o suspeito se aproveitava do momento em que as enteadas dormiam para cometer os atos abusivos. Além disso, o homem tentava invadir o banheiro enquanto as menores utilizavam o local e fazia ameaças constantes para garantir que elas permanecessem em silêncio. A situação só foi descoberta quando as irmãs decidiram contar o que acontecia para professores e colegas na escola.
Como parte das investigações, as duas irmãs foram ouvidas em uma sala de escuta especializada na Deddica, procedimento padrão que visa proteger o depoimento de menores. Diante da confirmação dos relatos e da gravidade das provas, o delegado Edison Pick representou pelo pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça. Após o cumprimento do mandado nesta segunda-feira, o investigado foi encaminhado para a delegacia e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça, onde aguardará o decorrer do processo em regime fechado.
O que é estupro de vulnerável
Estupro de vulnerável é um crime previsto no Código Penal Brasileiro e consiste na prática sexual com pessoas incapazes de consentir validamente sobre a relação, como crianças e pessoas com deficiência (PCDs). É um crime de natureza grave e de ação penal pública incondicionada, ou seja, não depende de representação da vítima para ser processado.
Sinais de violência e abuso sexual infantil
É importante que pais, responsáveis e educadores fiquem atentos a sinais que podem indicar abuso sexual infantil. Mudanças repentinas de comportamento, medo de ficar sozinho com determinada pessoa, lesões ou hematomas inexplicáveis, e conhecimento precoce sobre temas sexuais são alguns dos alertas. Em caso de suspeita, é fundamental denunciar aos órgãos competentes, como o Conselho Tutelar ou a polícia.



