A Polícia Civil de Alagoas prendeu Remerson Henrique Santos, de 32 anos, ex-marido de Stephanye Thauany Souza da Silva, de 29 anos. Ela foi morta a facadas no bairro do Canaã, em Maceió, no dia 4 de junho. Stephanye levou cerca de 15 golpes de faca desferidos por Remerson, conforme a investigação. O crime teria sido motivado por ciúmes.
Vítima ficou 15 dias internada e morreu após alta
Stephanye foi socorrida e internada no Hospital Geral do Estado (HGE), onde permaneceu por aproximadamente 15 dias. Após receber alta, morreu na noite de segunda-feira (13). Quando os policiais chegaram ao local do crime, encontraram a vítima desacordada. Depois de recobrar a consciência, ela apontou Remerson como autor das agressões.
A delegada Kelly Cristine, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (DEAM II), afirmou: "A vítima se encontrava na casa do pai do investigado, o qual, com uma faca, efetuou cerca de 15 golpes contra a vítima. A motivação teria sido ciúmes. Após o investigado observar o celular da vítima, gerou uma discussão que culminou nesse crime."
Corpo foi para IML e sepultamento está previsto
O corpo de Stephanye foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Maceió. Segundo a família, o sepultamento está previsto para esta quarta-feira (15), às 12h, no Cemitério Parque Maceió, no bairro Benedito Bentes. Embora a causa da morte ainda não tenha sido oficialmente divulgada pelo IML, a delegada Ana Luiza Nogueira afirmou que o óbito ocorreu em decorrência da gravidade dos ferimentos.
"Agora esse é um crime de feminicídio consumado porque, infelizmente, a vítima veio a óbito em decorrência das agressões cometidas por esse agressor. A gente aguarda que ele receba a pena máxima, podendo pegar uma pena de reclusão de até 40 anos", disse a delegada.
Antecedentes e histórico de violência
As investigações apontam que Remerson Henrique Santos já tinha antecedentes por tráfico de drogas. Quando Stephanye morreu, ele cumpria pena em regime semiaberto. Com a morte da vítima, ele deverá responder pelo crime de feminicídio. "Não houve nenhuma resistência dele na hora de ser preso. Havia um registro anterior feito pela vítima por agressão. Porém, ela desistiu da medida protetiva deferida pelo Poder Judiciário porque voltou a conviver com o companheiro", afirmou a delegada Ana Luiza Nogueira.
A delegada também destacou a dificuldade enfrentada por muitas vítimas de violência doméstica para romper o ciclo de agressões. "Infelizmente, a gente sabe que muitas mulheres vivem no ciclo da violência, e é muito difícil romper esse ciclo sem ter uma rede de apoio", concluiu Ana Luiza.



