Renan de Lorena Rem de Jesus, de 32 anos, foi preso nesta terça-feira (21) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ele estava foragido desde junho de 2025, quando matou a companheira, Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, e escondeu o corpo dentro de uma geladeira em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro.
Trajetória da fuga e prisão
Segundo o delegado Rodrigo Colombelli, Renan passou por diversas cidades até chegar a Foz do Iguaçu, onde vivia escondido em um quarto alugado no bairro Lagoa Dourada. A prisão foi realizada após informações repassadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial do Paraná (Tigre).
"A equipe ficou praticamente dois dias empenhada nessa situação, a fim de verificar a procedência de que o suspeito estaria realmente aqui em Foz do Iguaçu", explicou Colombelli. Os policiais arrombaram a porta da residência onde o foragido estava. Inicialmente, Renan negou ser o procurado e apresentou um nome falso, mas confessou após ser confrontado.
Detalhes da abordagem
Não foram encontradas armas ou drogas no local, e Renan não resistiu à prisão. Ele contou que, para se manter, pedia dinheiro na rua, fazia vendas e trabalhou como servente de pedreiro. "Disse que não tinha apoio de ninguém externo, que não conhecia ninguém em Foz do Iguaçu e que estaria alugando simplesmente esse quarto nos fundos dessa residência", afirmou o delegado. O proprietário do imóvel, que alugou o quarto por um valor mensal, foi considerado de boa-fé.
O crime e a confissão
Thaíssa Lino de Souza desapareceu em 30 de agosto e foi encontrada pelo padrasto na noite de 3 de setembro de 2025, dentro de uma geladeira. Renan confessou que a enforcou durante uma discussão e, ao vê-la morta, colocou o corpo no eletrodoméstico. A polícia do Rio de Janeiro informou que o casal tinha histórico de brigas e denúncias de cárcere privado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles estavam juntos há aproximadamente cinco anos e moravam há três meses na casa onde o crime ocorreu.
Segundo o delegado, ao ser preso, Renan disse estar arrependido. Ele responde pelo crime de feminicídio e pode pegar até 30 anos de prisão se condenado. O g1 tenta identificar a defesa de Renan.
Procedimentos legais
Após a prisão, Renan foi levado para a sede da Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná (Denarc-PR) em Foz do Iguaçu, onde aguarda interrogatório por videoconferência pela polícia do Rio de Janeiro. Depois, será transferido para a cadeia pública local e, posteriormente, levado para o Rio de Janeiro.



