Um homem de 34 anos foi preso na madrugada deste sábado (11) após ser flagrado transportando 550 barras de maconha em um veículo que já foi uma ambulância, na Avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte. A Polícia Militar também informou que o veículo estava com a documentação regular. A consulta ao sistema mostrou que o furgão já foi uma ambulância, mas não possui mais essa classificação.
Monitoramento e abordagem
Segundo a Polícia Militar, a prisão foi resultado de um trabalho de monitoramento iniciado após uma denúncia anônima. A informação recebida pela corporação indicava que o suspeito fazia o transporte de drogas e armas para uma organização criminosa e que viajaria até Juiz de Fora para buscar um carregamento de entorpecentes. Com base nesses dados, equipes do serviço de inteligência passaram a acompanhar os deslocamentos do homem por cerca de uma semana até a abordagem, na madrugada deste sábado.
Por volta das 2h, os policiais montaram a operação e começaram o monitoramento. Eles fizeram a abordagem por volta das 5h30, na saída do Anel Rodoviário para a Avenida Cristiano Machado. "Ele não resistiu, já levantou as mãos para cima e falou que perdeu, inclusive falou que tinha maconha no compartimento fechado do furgão", explicou o tenente da Polícia Militar Anderson Martins.
Confissão e apreensão
De acordo com a PM, o homem não reagiu à abordagem e informou imediatamente que havia maconha no compartimento de carga do veículo. Durante a vistoria, os policiais encontraram 550 barras da droga. Ainda segundo a polícia, o suspeito afirmou que apenas fazia o transporte da carga e que receberia R$ 5 mil pelo serviço. Ele não informou quem seria o dono da droga.
Investigações e antecedentes
As investigações apontam que essa não teria sido a primeira vez que ele realizava esse tipo de transporte. Conforme a PM, há indícios de que o homem já tenha feito viagens para transportar drogas entre cidades e até buscado armas no Paraguai para organizações criminosas. O suspeito mora no bairro Tupi, na Região Norte de Belo Horizonte, e tem registros policiais por furto, receptação e adulteração de veículo, mas não possui condenações. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno.



