A Polícia Civil de Mato Grosso procura por Alfredo José Quijada Montenegro, de 31 anos, apontado como principal suspeito de assassinar a ex-mulher, Sandy Del Carmen, de 45 anos, no bairro Jonas Pinheiro 3, em Cuiabá, neste domingo (19). A vítima foi encontrada morta, e informações preliminares indicam que ela teria sido estrangulada com um fio elétrico.
Histórico de desentendimentos e não aceitação do fim do relacionamento
De acordo com a nora da vítima, o casal mantinha um histórico de desentendimentos. Ela relatou ainda que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento, o que pode ter motivado o crime. A Polícia Civil já divulgou um cartaz com a foto de Alfredo José, de nacionalidade venezuelana, informando que ele é procurado pelo crime de feminicídio.
Como ajudar na localização do suspeito
Qualquer informação que possa ajudar a localizar o suspeito pode ser repassada à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Civil garantiu o sigilo do denunciante.
Ferramentas de apoio às vítimas de violência doméstica
Em Mato Grosso, o aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio do qual a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva. O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
Lei Maria da Penha: 20 anos de proteção às mulheres
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a legislação, a violência doméstica contra a mulher é qualquer ação baseada no gênero que cause agressão à vítima pelo fato de ela ser mulher. O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
- Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros.
- Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros.
- Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros.
- Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros.
- Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros.
O que são medidas protetivas e como solicitar
As medidas protetivas são decisões da Justiça para proteger pessoas em situação de risco. Elas podem impor restrições ao agressor, como a proibição de se aproximar da vítima, ou garantir a segurança da vítima e a proteção de seus bens e familiares. Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão, pode solicitar a medida protetiva. A solicitação pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública, e a mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.



