A Polícia de São Paulo prendeu três suspeitos de participarem de um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar um promotor de Justiça. As prisões ocorreram em Campinas e incluem um investigador de polícia, um empresário e um bacharel em direito que foi estagiário do Ministério Público.
Detalhes das prisões
O investigador Maurício Aparecido de Oliveira foi preso e aparece em um vídeo gravado em 2025, onde conversa com o empresário José Ricardo Ramos. José Ricardo é suspeito de planejar o assassinato do promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Uma semana após o encontro, a polícia prendeu o empresário e evitou o atentado.
Os promotores investigam se o policial civil participou do plano de execução ou se atuava em esquemas de extorsão. O Ministério Público afirma que os investigados usavam informações da polícia e do MP para exigir dinheiro de criminosos em troca de proteção.
Investigação em andamento
“A investigação prossegue e vai se aprofundar. Especificamente quanto a esse encontro clandestino entre o chefe dos investigadores da Dise e o empresário criminoso, o conteúdo e o contexto da conversa, bem como o motivo do encontro, deverão ser esclarecidos por eles”, declarou Marcos Tadeu Rioli, promotor de Justiça do Gaeco-SP.
Além disso, a polícia prendeu Gabriel Lira de Jesus, bacharel em direito que já foi estagiário do Ministério Público. Ele usava dados de processos em andamento para extorquir criminosos, incluindo integrantes do PCC. Em um dos casos, chegou a cobrar R$ 500 mil. Um ex-policial civil, suspeito de repassar informações e ajudar a identificar os alvos das extorsões, também foi detido.
Defesas se manifestam
Os advogados de Maurício de Oliveira e Gabriel Jesus afirmaram que vão esclarecer os fatos às autoridades. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa de José Ricardo Ramos.



